Bolsonaro me pergunta sobre o mundo religioso, diz Malafaia
O pastor Silas Malafaia foi chamado de “meu conselheiro” pelo presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição pelo Partido Liberal (PL). Questionado, durante uma entrevista, sobre qual é o tipo de conselho, o presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) explicou que não auxilia em questões de governo.

Malafaia e Bolsonaro são amigos de longa data; aliás, foi o líder evangélico quem celebrou o casamento entre Jair e Michelle, isso em 2013.
O nível de amizade entre eles é tanto, que o pastor tem liberdade para dizer quando não gosta de algo que o presidente falou ou fez.
– Como ele mesmo disse lá na igreja, quando o negócio está pegando fogo, ele nem escuta meus áudios, porque eu não trato o presidente como alguns “bolsominions”. Eu questiono, eu dou na canela, eu digo que está errado. Então, quando o negócio está fervendo, que ele sabe que eu estou questionando, ele não quer nem ouvir. Porque eu falo as verdades – revelou Malafaia em entrevista ao Poder360.
O líder da ADVEC foi bastante criticado nos últimos dias por estar ao lado do presidente durante viagens internacionais. Malafaia esteve no velório e enterro da rainha Elizabeth II, na Inglaterra, e em Nova Iorque (Estados Unidos), onde o presidente participou de uma reunião da Organização das Nações Unidas (ONU).
Sobre a forma como a imprensa tratou sobre sua presença na viagem, Malafaia diz que se trata de um preconceito religioso, pois o padre Paulo Antônio de Araújo esteve junto na viagem e não foi criticado.
– Tinha um padre junto, ninguém citou o padre. A GloboNews ficou uma tarde inteira questionando por que eu fui. Aí eu botei no Twitter: “Vocês são preconceituosos”. Tinha um padre na comitiva, não tinha só um pastor (…). A rainha era cristã; então, eu acredito que ele levou, porque um presidente… nunca ninguém questionou quem Dilma e Lula levaram na comitiva deles. Nunca. É prerrogativa de um presidente levar quem ele quer na sua comitiva – disse o pastor.