Deputados vão à PGR após Lula e Padilha agirem contra CPMI

Deputados: Filipe Barros (PL-PR), André Fernandes (PL-CE) e Nikolas Ferreira (PL-MG). Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados e Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Por Priscilla Brito

O autor do pedido de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) referente aos atos do 8 de janeiro, deputado federal André Fernandes (PL-CE), juntamente com os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Filipe Barros (PL-PR), acionaram a Procuradoria-Geral da República (PGR) com uma notícia-crime contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

De acordo com o deputado André Fernandes, o motivo da ação seria um suposto crime de responsabilidade e atos de improbidade administrativa ao tentar “comprar, com o orçamento secreto, deputados para retirar assinaturas do requerimento da CPMI”.

– Não vamos permitir que um “mensalão 2.0” aconteça – pontuou o autor do pedido da CPMI.

Na quarta-feira (15/3), Fernandes justificou que o chefe do Executivo e o ministro das Relações Exteriores “estavam perseguindo os parlamentares para que estes retirassem as assinaturas favoráveis à abertura da comissão; caso contrário, seriam preteridos na indicação de cargos, além de não receberem o pagamento das emendas individuais, conforme amplamente narrado no noticiário brasileiro”.

O parlamentar solicita que a PGR averigue a conduta de Lula e Alexandre com o objetivo de que sejam “exemplarmente responsabilizados”.

 

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