Diretor da Anvisa discute abertura de concurso com transição

Antônio Barra Torres. Foto: Reprodução

Por Mariana Costa e Flávia Said

O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o almirante Antônio Barra Torres (de terno claro na imagem em destaque), afirmou, na manhã da quarta-feira (23/11), que conversou com integrantes do grupo de transição da Saúde do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a abertura de concurso para o órgão.

“A gente precisa ter um número de vagas para mitigar problemas. Temos muitos servidores idosos nos portos, aeroportos e fronteiras. É justo que eles se aposentem e não prejudiquem o serviço”, disse Barra Torres ao chegar às instalações do gabinete de transição, no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) de Brasília.

Após a reunião, ele disse ter percebido, por parte da equipe de transição, “nítida preocupação no sentido de recomplementamento de corpos e quadros da Anvisa”. Segundo Barra Torres, um estudo estima que serão necessários aproximadamente 1 mil servidores para recompor o órgão.

O integrante da Marinha do Brasil estava acompanhado por outros diretores da Anvisa e se reuniu com o senador Humberto Costa (PT-CE), nomeado para o grupo de transição para a Saúde.

Questionado sobre a expectativa sobre o diálogo com o atual governo, o almirante foi enfático e disse considerar que o governo do presidente eleito sabe a importância e o peso da agência.

“A minha expectativa são sempre as melhores possíveis. Eu sou uma pessoa otimista, positiva e acredito que a relação será boa. Diga-se de passagem que eu não tenho queixa da relação anterior com o governo atual. Acredito que teremos uma ótima relação. A Anvisa é uma agência de Estado. Com certeza o governo eleito sabe e tem experiência nisso”, pontuou.

Apesar de ter sido nomeado pelo atual presidente Jair Bolsonaro (PL), Barra Torres se fez oposição à gestão dos ministros da Saúde do chefe do Executivo.

Após a chegada do almirante, o senador Humberto Costa afirmou que a abertura de concursos para a Anvisa e para a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) são preocupações principais do grupo.

“Não sei se especificamete no processo que a gente demandou da comissão de transição na área econômica ou posteriormente, faz parte das nossas preocupações a composição tanto da Anvisa quanto da ANS. Isso, certamente, já temos um diagnóstico. Hoje isso deve ser reafirmado”, disse Costa.

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