O general compôs a chapa de Bolsonaro na tentativa frustrada de reeleição ao Palácio do Planalto. No governo do ex-presidente, foi chefe da Casa Civil e ministro da Defesa.
Ele segue como homem de confiança de Bolsonaro e despacha, inclusive, na sede do PL, em Brasília.
Não é a primeira vez que pessoas próximas a Bolsonaro afirmam que a PF está promovendo uma fishing expedition, ou pescaria de provas, numa tradução livre para o português.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou o mesmo argumento ao falar sobre a operação que apreendeu o celular do ex-ajudante de ordens de seu pai, o tenente-coronel Mauro Cid.
Ao obter acesso às comunicações do militar durante a apuração sobre registros fraudulentos de vacinação, os investigadores conseguiram avançar sobre uma série de outros pontos, como o escândalo das joias e conversas de cunho golpista.
O argumento de Braga Netto, nesse caso, é que a compra dos coletes sem licitação foi autorizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e o contrato chegou posteriormente a ser cancelado diante de problemas no fornecimento por parte do fabricante estrangeiro.
O general de fato encaminhou consulta ao TCU em 2018 para entender se poderia fazer a aquisição de forma direta, portanto sem licitação, diante da avaliação que os coletes perderiam a validade e o reforço era fundamental para a continuidade das tarefas da intervenção no Rio.
Na ocasião, a Advocacia-geral da União foi consultada. Tanto a AGU quanto a área técnica do TCU entenderam que a compra direta poderia ser feita desde que atendidos alguns requisitos.
Entre eles: o diagnóstico de que se tratava de uma aquisição de caráter emergencial e o os valores estarem em linha com preços vigentes no mercado.