Lula defende Cuba e Venezuela de “bloqueio” e “ingerência”

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: EFE/Andre Borges

Por Thamirys Andrade

Durante sua visita a Casa Rosada, sede da Presidência da República argentina, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que irá ser um “construtor da paz” em relação à Venezuela e Cuba, ambos países que vivem sob ditadura. Para o petista, os problemas dessas nações serão resolvidas “com diálogo”, não com “bloqueios” e “ingerências”.

Em paralelo controverso, o petista comparou a invasão da Rússia à Ucrânia com as sanções contra a Venezuela, nação comandada por Nicolás Maduro.

– Penso que devemos ter duas coisas na cabeça: primeiro, a gente permitir que a autodeterminação dos povos fosse respeitada em qualquer país. Da mesma forma que eu sou contra a ocupação territorial como a Rússia fez na Ucrânia, eu sou contra muita ingerência no processo da Venezuela. E para resolver o problema da Venezuela, a gente vai resolver com diálogo, e não com bloqueio. A gente vai resolver com diálogo, e não com ameaça de ocupação. A gente vai resolver com diálogo, e não com ofensas pessoais – disse ele à imprensa.

Lula ainda criticou o ex-presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, que foi considerado presidente interino da Venezuela. Guaidó foi reconhecido por diversos países, entre eles os Estados Unidos e o Brasil, à época da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

– Vejo muita gente pedir compreensão ao Maduro e essas pessoas se esquecem de que eles fizeram uma coisa abominável para a democracia, que foi reconhecer um cara que não era presidente, que não tinha sido eleito presidente da República, que foi o [Juan] Guaidó. E esse cidadão ficou vários meses exercendo o papel de presidente sem ser presidente – declarou Lula.

O petista prometeu restaurar as relações diplomáticas com a Venezuela, reabrindo a embaixada no país vizinho.

– O que eu quero pro Brasil eu quero para a Venezuela: respeito à minha soberania e respeito à autodeterminação do meu povo – defendeu.

Ele ainda expressou o desejo de que Cuba retorne a “um processo de normalidade” e que se ponha fim aos bloqueios contra o país caribenho, que na avaliação dele ocorrem “sem nenhuma necessidade”.

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