Mãe de menina impedida de abortar diz que filha foi exposta

Imagem ilustrativa.

A mãe da menina de 11 anos que teve o acesso ao aborto legal dificultado pela justiça se pronunciou pela primeira vez desde a repercussão do caso. As investigações apontam que criança engravidou após ter tido uma relação sexual com o filho de seu padrasto, um adolescente de 13 anos.

Em entrevista ao Fantástico, que foi ao ar na noite deste domingo (26), a mulher disse ter procurado a Justiça para conseguir autorização para interromper a gravidez da filha após o hospital se negar a fazer o procedimento por estar com 22 semanas de gestação. O aborto nestes casos é previsto em lei.

– A gente procurou fazer tudo dentro dos comandos. Achei que a justiça fosse ser feita, né? – disse.

A genitora também desaprovou a condução do caso. Para ela, sua filha não deveria ter sido questionada em audiência e nem encaminhada ao abrigo.

– Se eles queriam preservar tanto a minha filha, era algo que não deveria ter sido perguntado para ela. Eu acho que eu deveria responder por ela, não ela – completou.

O procedimento para interrupção da gestação foi realizado na quarta-feira (22). Na ocasião, a garota estava grávida de 29 semanas.

ENTENDA O CASO
O caso ganhou repercussão ao longo desta semana após audiência conduzida pela juíza Joana Ribeiro Zimmer, de Santa Catarina. A juíza negou o direito ao aborto legal à menina e decidiu mantê-la em um abrigo.

Em despacho, ela afirmou que a decisão, inicialmente, teria sido motivada para garantir a proteção da criança em relação ao agressor, mas que havia ainda outra razão: “Salvar a vida do bebê”.

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