Mourão sobre ação do PL para anular votos: ‘Não vai prosperar’

Hamilton Mourão. Foto: Rafaela Felicciano

Por Monique Mello

Em representação enviada, na terça-feira (22), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PL afirma que o presidente Jair Bolsonaro teve 51,05% dos votos no segundo turno das eleições e venceu a disputa contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no último dia 30. Para chegar a esse percentual, o partido de Jair Bolsonaro pede a anulação dos votos de 279 mil urnas. O número representa mais da metade dos votos do país.

O argumento para a anulação é de que os modelos das urnas eltrônicas são anteriores a 2020 e têm o mesmo número de patrimônio. São exatamente os modelos UE2009, UE2010, UE2011, UE2013 e UE2015.

De acordo com o documento enviado ao Tribunal, todas as urnas dos referidos modelos apontaram um número idêntico de LOG, quando, na verdade, deveriam apresentar um número individualizado de identificação.

Na quarta-feira (23), o vice-presidente e senador eleito Hamilton Mourão (Republicanos) disse acreditar que a ação protocolada pelo PL ao TSE não vai prosperar. O partido quer a anulação de 67 milhões de votos, segundo informações do site O Antagonista.

– Eu julgo que não vai prosperar. Essa é uma questão que nós teremos de resolver adiante – comentou Mourão.

Ele deu declarações durante viagem oficial a Portugal e acrescentou:

– Há uma parcela da nossa sociedade que considera que o nosso processo [eleitoral] tem problemas. Eu, de minha parte, vejo que nós precisamos dar mais transparência a esse processo. Não bastam, pura e simplesmente, respostas lacônicas do nosso Tribunal Superior Eleitoral no sentido de contestar eventuais denúncias ou denúncias ou argumentações – disse.

Depois que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, anunciou a conclusão do relatório do partido sobre as eleições, o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, deu 24 horas para que a sigla também inclua na ação ao tribunal o questionamento ao resultado do primeiro turno das eleições.

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