Neymar e Brasil correm contra o tempo; entenda a regra da Fifa para cortes na Copa

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Neymar durante partida entre Santos e Botafogo pelo Campeonato Brasileiro - Nelson Almeida - 5.fev.25/AFP

A Fifa tem regras para que uma delegação possa cortar e substituir um jogador antes ou durante a Copa do Mundo. E, por isso, o relógio joga contra Neymar e o técnico Carlo Ancelotti.

O jogador do Santos foi diagnosticado com uma lesão de grau 2 na panturrilha, o que significa que houve ruptura parcial das fibras musculares, não apenas um edema. A CBF estima que ele poderá voltar aos treinos de duas a três semanas. Especialistas ouvidos pela reportagem estimam um prazo maior.

Pelo regulamento, até segunda-feira (1º) os países podem trocar um atleta da sua lista de convocados por motivos médicos livremente. A partir de terça-feira (2), porém, a regra fica mais rígida.

Isso porque, na terça, a Fifa vai divulgar a lista oficial com todos os jogadores de todas as 48 seleções. Até lá, todas as listas anunciadas pelos países não têm o visto final da entidade. “As seleções nacionais podem anunciar suas listas a qualquer momento, mas elas só serão consideradas oficiais após a confirmação da Fifa em 2 de junho”, diz a entidade em seu regulamento.

Oficializadas as convocações, trocas só podem ocorrer se houver lesão ou doença. Para que uma delegação consiga substituir um atleta será necessário enviar documentos médicos descrevendo o problema de saúde do jogador. Os laudos serão avaliados pelo Comitê Médico da Fifa, que vai dar ou não aval para a troca.

“O comitê médico vai definir se a lesão ou doença é suficientemente séria para impedir o jogador de participar da Copa do Mundo 2026”, diz o artigo 24 do torneio.

Essa regra mais rígida vale até 24 horas antes da estreia do país na Copa. No caso do Brasil esse prazo final é 12 de junho, um dia antes do jogo contra Marrocos.

Caso a entidade aceite os argumentos para o corte, o jogador substituto deve receber o número da camisa daquele que foi cortado.

GOLEIRO

A posição de goleiro é exceção. A Fifa exige que todos os países tenham três convocados e, assim, a seleção poderá substituir um arqueiro por outro a qualquer momento da Copa, desde que por lesão ou doença comprovada.

Neste caso, o novo goleiro usaria a camisa 27, por exemplo, e não a que fora utilizada pelo jogador cortado.

Mas os treinadores não podem chamar qualquer jogador para o lugar daquele que foi cortado. É obrigatório que o nome saia da pré-lista que cada um deles entregou antes da definição dos 26. Ou seja, no caso do Brasil, Carlo Ancelotti terá que convocar alguém desta lista.

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