Opep+ aprova novo aumento na produção de petróleo após retomada de exportações via Hormuz

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A OPEP+ concordou com um novo aumento nas metas de produção a partir de agosto, informou o grupo em comunicado no domingo (5). A decisão amplia a oferta global em um momento em que os preços do petróleo estão caindo devido à reabertura gradual do estreito de Hormuz para exportações de petróleo.

O grupo de países produtores de petróleo concordou, durante uma reunião online, em aumentar as cotas em 188.000 barris por dia (bpd) a partir de agosto, somando-se a aumentos semelhantes para junho e julho.

Os sete membros centrais da OPEP+, que reúne a OPEP e produtores aliados, incluindo a Rússia, elevaram suas cotas de produção de abril a julho em quase 800.000 bpd.

Navio petroleiro grande no centro da imagem, cercado por cinco rebocadores menores em mar calmo sob céu nublado.
O cargueiro de petróleo Helga ancorado a uma plataforma de petróleo iraquiana, próxima à cidade de Basra, em 24 de abril de 2026 – Mohammed Aty/Reuters
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No entanto, o aumento permaneceu em grande parte apenas no papel por causa da guerra dos EUA e Israel contra o Irã, que fechou o Estreito de Ormuz para o tráfego de petroleiros de alguns dos membros mais importantes da OPEP+, incluindo Arábia Saudita, Kuwait e Iraque.

PRODUÇÃO COMEÇA A SE RECUPERAR

A produção da OPEP+ caiu para 33,13 milhões de bpd em maio, segundo dados da OPEP, ante 42,77 milhões de bpd em fevereiro. Ela começou a se recuperar em junho graças aos esforços dos EUA para ajudar os Emirados Árabes Unidos e outras nações da OPEP+ a exportar mais petróleo, mas ainda está abaixo dos níveis anteriores à guerra.

Apesar das interrupções persistentes no fornecimento, os preços do petróleo retornaram ao patamar anterior ao conflito, pressionados por importações chinesas mais baixas, exportações mais altas de produtores fora do Oriente Médio e uma liberação recorde de estoques estratégicos globais coordenada pela Agência Internacional de Energia.

“O grupo dos sete continuou revertendo seus cortes de produção como amplamente esperado”, disse Giovanni Staunovo, analista do UBS. “O foco no curto prazo permanecerá em quantos petroleiros conseguirão cruzar o Estreito de Ormuz e quão rapidamente a demanda e as importações chinesas de petróleo bruto se recuperarão.”

Um memorando de entendimento entre Washington e Teerã para encerrar a guerra também ajudou a convencer os traders de que a oferta acabará retornando aos níveis normais.

IRAQUE PRESSIONA POR COTAS MAIS ALTAS

Os preços do petróleo Brent foram negociados perto de US$ 72 por barril na sexta-feira, abaixo dos picos recentes de mais de US$ 120 por barril e de volta aos níveis negociados pouco antes de os EUA e Israel atacarem o Irã em 28 de fevereiro.

Além de concordar com metas de produção, a OPEP+ também enfrenta outros desafios após os Emirados Árabes Unidos deixarem o grupo e o Iraque sinalizar que deseja cotas mais altas.

A OPEP+ inclui 21 membros, incluindo o Irã, mas nos últimos anos apenas as sete nações —e os Emirados Árabes Unidos até sua saída— estiveram envolvidas na gestão mensal da produção.

Esses sete produtores —Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão e Omã— estão aumentando a produção como parte da reversão gradual de um corte de oferta de 1,65 milhão de bpd acordado em 2023, quando o grupo ainda incluía os Emirados Árabes Unidos.

Os Emirados Árabes Unidos deixaram a aliança no final de abril porque queriam alinhar sua capacidade mais de perto com sua produção, livres das restrições de produção impostas pelo grupo.

A partir de agosto, levando em conta a saída dos Emirados Árabes Unidos em 1º de maio, os sete membros centrais ainda terão cerca de 379.000 bpd do corte original para devolver ao mercado, segundo cálculos da Reuters.

Com o aumento de agosto agora decidido, eles terão revertido completamente o corte de 2023 se fizerem mais um aumento de tamanho semelhante para setembro em sua próxima reunião em 2 de agosto.

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