Polícia do ES prende paraibanos que fraudavam caixas eletrônicos para roubar cartões

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Suspeito foi flagrado dentro de agência para aplicar golpes em clientes no ES — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Por Daniela Carla e Priciele Venturini

Três homens foram presos suspeitos de integrarem uma organização criminosa que aplicava golpes em clientes de bancos na tarde de quinta-feira (9), em Manguinhos, Serra, na Grande Vitória (ES). De acordo com a polícia, o trio utilizava dispositivos eletrônicos para reter cartões em caixas eletrônicos, enganavam e atuavam em vários estados do Brasil.

Os presos foram identificados pela polícia como David Alison Rodrigues de Souza, de 27 anos, José Roberto Olinto da Silva, 37, e Pedro Olinto, de 58 anos, pai de José.

De acordo com a corporação, os criminosos são do interior da Paraíba e viajavam todo o Brasil para cometer os delitos.

A polícia já vinha investigando o trio e chegou aos suspeitos depois que o carro em que eles estavam foi localizado a partir do cerco de câmeras de segurança de Vitória. O grupo estava próximo a uma banco do bairro Jardim Camburi, na capital.

Durante a tarde de quinta (9), os militares acompanharam o trio à distância, e flagraram o grupo entrado em vários estabelecimentos com caixas eletrônicos. No fim da tarde, a Justiça expediu um mandado de prisão contra os suspeitos, que haviam ido para uma pousada no balneário de Manguinhos, na cidade da Serra, na região Metropolitana. Os militares então fizeram um cerco no estabelecimento e prenderam os três homens.

Como eram os golpes

De acordo com o delegado Agis Macedo Filho, chefe da 2ª Delegacia Regional de Vila Velha, na Grande Vitória (ES), a prática do crime acontecia por meio da instalação de dispositivos capazes de reter o cartão do caixa eletrônico.

“Esses dispositivos impediam que a vítima retirasse do equipamento o cartão de crédito que ali foi inserido. Simultaneamente a isso, os criminosos fixavam no caixa eletrônico um adesivo falso com um número 0800, que eles atribuíam a determinadas instituições bancárias, mas tratava-se de um call-center falso”, disse.

O delegado explicou ainda que um dos criminosos permanecia dentro da agência para enganar as vítimas.

“Normalmente, o criminoso de maior idade afirmava para as vítimas que ele também teve o cartão retido na máquina e conseguiu resolver o problema e realizar as transações bancárias ligando o número. Quando a vítima não telefona no número indicado por eles, eles mesmos telefonam no número e emprestam para a vítima para que elas peçam ajuda”, disse o delegado.

Na ligação, segundo o delegado, os criminosos se passavam por gerente de instituições bancárias e, de pouco a pouco, conseguiam informações sigilosas, como senhas e outros dados pessoais do dono do cartão.

“Ao final, assim que as senhas são informadas, os criminosos orientavam para que as vítimas se afastassem da agência porque poderia haver criminosos na região, e diziam que um novo cartão seria enviado para a casa dela e que todos os problemas já haviam sido resolvidos através da ligação. Assim que a vítima sai do banco, eles retiravam o cartão que havia sido fixado na máquina e iniciam o processo de compras e saques com o cartão da vítima”, disse.

Até a publicação desta matéria, a Polícia Civil recebeu quatro denúncias de pessoas de 66, 72, 81 e 85 anos que se disseram terem sido vítimas do grupo.

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