
O ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PT) subiu o tom contra o resultado do leilão da Parceria Público-Privada (PPP) de esgotamento sanitário da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), vencido nesta sexta-feira (15) pela multinacional espanhola Acciona, na sede da B3, em São Paulo. De acordo com o que foi apurado pela redação do BC1, o petista — pré-candidato a deputado federal nas eleições de 2026 — classificou a operação como um “esquema profissional” e afirmou que o Estado teria entregado a parte mais rentável do serviço à iniciativa privada.
A declaração
Em pronunciamento que repercutiu rapidamente no meio político paraibano, Ricardo Coutinho utilizou uma metáfora gastronômica para descrever sua visão sobre o modelo adotado pelo Governo do Estado. A íntegra da fala foi enviada pelo ex-governador exclusivamente para o BC1:
“Esquema profissional. Entregaram o filé, o esgotamento sanitário. Daqui a pouco vem a alcatra quando terminarem as obras com recursos federais de adutoras do Curimataú e Cariri e o osso fica para a viúva da Paraíba, o Estado, e o pov0 pagarem para manter os serviços.”
— Ricardo Coutinho, ex-governador da Paraíba (PT)
Um trecho específico da fala de Coutinho merece atenção, segundo o BC1 apurou: ao se referir à Cagepa como uma “empresa enorme e qualificada”, o ex-governador faz um aceno à força operacional da estatal paraibana — companhia que esteve sob administração direta dele durante seus dois mandatos (2011–2018) — e sugere que a empresa pública teria capacidade técnica para executar o serviço sem a necessidade de uma parceria privada.