Situação próxima à usina nuclear de Zaporizhzhia é potencialmente perigosa, diz agência

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Guarda perto da usina de Zaporizhzhia em 4 de agosto de 2022 — Foto: Alexander Ermochenko/Reuters

Por Ron Popeski e Lidia Kelly, da Reuters

O chefe do órgão regulador de energia nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) alertou no sábado (6) que a situação em torno da usina nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia, controlada pela Rússia, tornou-se “potencialmente perigosa”, quando autoridades instaladas por Moscou começaram a evacuar pessoas de áreas próximas.

Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), solicitou medidas para garantir a operação segura da maior usina nuclear da Europa enquanto as evacuações estavam em andamento na cidade vizinha de Enerhodar.

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“A situação geral na área perto da usina nuclear de Zaporizhzhia está se tornando cada vez mais imprevisível e potencialmente perigosa”, disse Grossi.

“Estou extremamente preocupado com a segurança nuclear e os riscos de proteção enfrentados pela usina. Devemos agir agora para evitar a ameaça de um grave acidente nuclear e suas consequências para a população e o meio ambiente”, continuou.

Grossi explicou ainda que enquanto os trabalhadores operacionais da usina permanecem no local, as condições são “cada vez mais tensas”.

O governador instalado pela Rússia da parte controlada por Moscou da região de Zaporizhzhia, disse na sexta-feira (5) que ordenou a evacuação de localidades próximas, já que os bombardeios se intensificaram na área nos últimos dias.

Uma contraofensiva amplamente esperada pelos ucranianos contra as forças russas é vista como provável na região de Zaporizhzhia, que é 80% controlada por Moscou.

O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia disse neste domingo (7) que os moradores estão sendo evacuados na direção de Berdiansk e Prymorsk, na costa do Mar de Azov.

A Reuters não foi capaz de verificar os relatórios de forma independente.

As forças russas tomaram a fábrica de Zaporizhzhia dias depois que o presidente Vladimir Putin ordenou a invasão de seu vizinho em fevereiro de 2022. Trocas de tiros ocorreram com frequência perto da instalação, com cada lado culpando o outro.

Grossi visitou pela última vez Zaporizhzhia, em março, como parte dos esforços para falar com os dois lados para garantir um acordo sobre salvaguardas para a operação segura da usina.

Ele alertou repetidamente sobre os perigos das operações militares ao redor da usina.

A estação está localizada na parte dessa região sob controle russo, com muitos dos funcionários que a operam morando em Enerhodar, na margem sul do rio Dnipro.

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