Separatistas apoiados pela Rússia impõem toque de recolher e censura em região da Ucrânia

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Soldado ucraniano pilota um drone durante um treinamento militar enquanto a guerra Rússia-Ucrânia continua em Donetsk. foto: Diego Herrera Carcedo/Agência Anadolu via Getty Images

por Radina Gigova, da CNN

Os moradores da autoproclamada República Popular de Donetsk, no leste da Ucrânia, terão que conviver com um toque de recolher e censura às comunicações, segundo a mídia estatal russa.

O toque de recolher durará das 23h às 4h, no horário local, durante a semana, a partir desta segunda-feira (25/9). A medida foi regulamentada por um decreto assinado pelo líder da região apoiado pela Rússia, Denis Pushilin, informou a agência de notícias estatal TASS.

Alguns oficiais e funcionários públicos ficarão isentos da ordem, incluindo aqueles que supervisionam o fornecimento de alimentos e outros itens essenciais. Policiais, seguranças e pessoas com passes especiais também terão permissão para circular durante o horário do toque de recolher.

Pushilin assinou o decreto em 18 de setembro, mas ele entrou em vigor no domingo (24/9), quando foi publicado, segundo a TASS.

Censura

Um decreto adicional impõe censura militar ao correio, às comunicações pela internet e às conversas telefônicas, segundo a agência.

Conforme determina o texto, o Serviço Federal de Segurança Russo e o chamado “Ministério da Informação” de Donetsk desenvolverão e aplicarão medidas de censura.

As autoridades locais caracterizaram a medida como um esforço para combater sabotadores e oficiais de reconhecimento inimigos, segundo a agência de notícias estatal RIA Novosti.

Contexto principal

A guerra eclodiu em 2014, após rebeldes apoiados pela Rússia terem tomado edifícios governamentais em vilas e cidades em todo o leste da Ucrânia. Os combates intensos deixaram partes das regiões ucranianas de Luhansk e Donetsk nas mãos de separatistas apoiados pela Rússia.

As áreas controladas pelos separatistas ficaram conhecidas como Repúblicas Populares de Luhansk e Donetsk. O governo ucraniano em Kiev afirma que as duas regiões estão, na verdade, temporariamente ocupadas pela Rússia. Eles não foram reconhecidos por nenhum governo além da Rússia e dos seus aliados próximos, Síria e Coreia do Norte.

O governo ucraniano recusou-se firmemente a falar diretamente com os líderes de qualquer um dos governos autoproclamados e tem como objetivo recuperar o controle dos territórios na sua luta contra a invasão em grande escala da Rússia.

Com informação de Rob Picheta.

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