Ondas gigantes no Pacífico matam três e fecham portos na costa da América do Sul

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Homem caminha em píer com ondas intensas ao fundo na praia de Lobitos, no Peru - Nicolas Landa Tami - 28.dez.24/AFP

Ondas gigantes atingem a costa do Oceano Pacífico do continente sul-americano e já causaram a morte de uma pessoa no Chile e duas no Equador, informaram autoridades destes países. O fenômeno, que vem causando ondas de até quatro metros de altura, também forçou o fechamento de mais de cem portos no Peru.

De acordo com a Marinha chilena, a vítima no país foi um banhista de 30 anos que entrou na praia de Tres Islas, na cidade de Iquique, no litoral norte do Chile. O local não era considerado adequado para banho devido a um alerta de “marés anormais” até o dia 31.

“Após realizar manobras de reanimação sem resultados positivos, a pessoa foi declarada morta” ainda na orla da praia, disse em vídeo Camilo Aránguiz, chefe do Centro Meteorológico Marítimo da Marinha em Iquique. Embarcações da Força também sofreram danos.

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No Equador, as ondas mataram duas pessoas e destruíram as residências de 38 famílias na região de Manta, no sudoeste do país, de acordo com o governo em Quito. “Tratou-se de um evento extremo que não estava nas previsões normais das ondas”, disse um porta-voz da Defesa Civil equatoriana. As províncias de El Oro, Esmeraldas, Manabí e Santa Elena também foram impactadas.

No Peru, 101 dos 121 portos do país foram fechados, e “praticamente todas as atividades de pesca e lazer no meio marítimo” foram restritas, declarou à imprensa local o capitão Enrique Varea Loayza, chefe do departamento de Oceanografia da Marinha de Guerra do Peru. Segundo o capitão, essas condições devem “continuar nos próximos dias”.

A previsão é que o fenômeno se estenda até os primeiros dias de janeiro, ainda que em intensidade menos grave.

As marés altas afetaram dezenas de embarcações de pesca artesanal e comércios próximos à costa peruana, além de forçar moradores a fugir de áreas inundadas, como calçadões e praças, de acordo com imagens divulgadas na mídia local e redes sociais.

As mudanças climáticas “originam esse tipo de arrebentação anômala”, explicou à agência de notícias AFP Larry Linch, gerente de Defesa Civil da Prefeitura de Callao, onde fica o principal porto do Peru. Os fortes ventos direcionados para a costa provocaram um aumento das marés na região, segundo ele.

Com AFP

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