EUA usam bomba de penetração contra posições do Irã no Estreito de Ormuz, diz Comando Central

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Vista aérea da costa iraniana e da ilha de Qeshm, no estreito de Ormuz — Foto: Reuters

Por g1

O Comando Central dos EUA disse ter utilizado na terça-feira (17) bombas de penetração profunda contra baterias anti-embarcações do Irã ao longo do Estreito de Ormuz. O objetivo dos americanos é reabrir o estreito, que o Irã mantém fechado desde o início da guerra.

“Horas atrás, as forças americanas empregaram com sucesso múltiplas munições de penetração profunda de 5.000 libras [cerca de 2.300 kg] contra posições fortificadas de mísseis iranianos ao longo da costa do Irã, perto do Estreito de Ormuz. Os mísseis de cruzeiro antinavio iranianos nessas posições representavam um risco para a navegação internacional no estreito”, diz o comunicado do Comando Central militar americano.

O estreito é uma passagem controlada pelo Irã por onde escoam cerca de 20% do petróleo mundial. Desde que foi atacada por EUA e Israel em 28 de fevereiro, Teerã fechou a passagem, efetivamente bloqueando a passagem de petroleiros, o que elevou o preço da commodity nos mercados internacionais.

No fim de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu a aliados da Europa e da Ásia ajuda para reabrir o estreito, mas outros líderes preferiram não se comprometer a deslocar militares para o local em meio a uma guerra.

Nesta terça, o republicano desdenhou e disse que não precisava da ajuda de ninguém para reabrir a passagem. Apesar disso, afirmou que a Otan está cometendo “um erro muito tolo” ao não querer ajudar os Estados Unidos a desbloquear o Estreito de Ormuz.

Também na terça, um ataque de Israel matou Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã e um dos homens mais importantes do regime iraniano.

Artilharia

Bombas de penetração profunda são feitas para destruir alvos mesmo que eles estejam enterrados a metros de profundidade no solo.

Em junho de 2025, os EUA jogaram bombas conhecidas como Massive Ordnance Penetrator (MOP, ou também conhecida como GBU-57), de 13,6 mil kg, nas instalações nucleares iranianas construídas abaixo da terra.

Essas bombas são tão pesadas que só podem ser lançadas pelo avião bomberdeiro, que só os EUA possuem.

Troca de ataques

Irã e Israel trocaram ataques aéreos nesta terça-feira (17). Segundo a emissora estatal iraniana, o país lançou uma nova onda de mísseis contra Israel e alguns dos projéteis caíram no entorno do gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, em Jerusalém.

Em comunicado, o Exército iraniano informou que atingiu centros cibernético-tecnológicos e estratégicos de fabricantes de armas israelenses, incluindo a empresa Rafael, que desenvolve as principais tecnologias militares do país.

Através de suas redes sociais, as Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram o ataque aéreo e pediram para que a população de todo o país fosse para os abrigos antiaéreos. As sirenes soaram em todo território.

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