‘A vida nos deixou distantes’, diz Tadeu Schmidt sobre morte do irmão, Oscar

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Tadeu Schmidt, à esquerda, e o irmão, Oscar Schmidt, à direita - Divulgação

por F5

Se pudesse resgatar um momento com Oscar Schmidt, morto na sexta-feira (17) aos 68 anos, Tadeu Schmidt diz que seria o passar mais tempo com ele e o irmão do meio, Felipe. “A vida nos deixou distantes”, disse o apresentador do BBB, emocionado, em entrevista ao Fantástico, no domingo (19).

A carreira de jogador de basquete fez Oscar morar em diferentes cidades e países, como a Itália, o que acabou os afastando. Quando os três irmãos se reuniam, diz Tadeu, “era uma alegria incrível”. “Esses momentos eram tão raros e tãos especiais que a gente não queria que aquilo acabasse nunca”, completa.

Em festas e reuniões, o primogênito tinha jeito para contar histórias, elogiou. “Ele é o cara mais carismático que já conheci na vida. Podia estar numa mesa com as pessoas mais famosas, e em cinco minutos todo mundo ia estar ouvindo o Oscar contando história.”

O apresentador relembrou a diferença de idade entre eles: o caçula nasceu quando Oscar já tinha 16 anos. “Quando eu passei a me entender por gente, ele já era o maior atleta do Brasil”, conta. Com essa distância, ele diz que sempre se sentiu mais como um sobrinho, um irmãozinho do jogador.

“Eu passei a ser irmão dele mesmo depois que me tornei adulto, saindo para jantar e bater papo”, disse, e relembrou que quando novo o via como um gigante —Oscar tinha 2,04 metros de altura.

Ele falou ainda da semelhança da fisionomia dos dois: “Quando vejo imagem minha me movimentando ou falando, é impressionante como é parecido”.

Tadeu apresentou normalmente o BBB no dia seguinte à morte, e diz que esse é o “jeito Schmidt” de lidar com as coisas, de “se entregar ao máximo, não dar desculpa para nada”. “Eu só vou deixar de trabalhar um dia se realmente eu tiver alguma coisa, sei lá, estiver estatelado no chão”, brincou.

O caçula diz que esse jeito é culpa do primogênito, que sempre se autocobrou. “Se eu fosse fazer qualquer coisa, ficava imaginando: ‘O Oscar faria desse jeito?'”, disse. “Porque ele era o campeão, o herói que eu tinha em casa. Então a maneira como eu sempre enfrentei as coisas na minha vida é culpa dele.”

O apresentador diz que não sabe lidar bem com a morte. “Eu odeio a morte. Minha história toda tem lembranças do Oscar. Essa história foi concluída, e é muito triste.”

O maior nome do basquete brasileiro morreu por causa de uma parada cardiorrespiratória. Ele passou mal em casa, em Alphaville, e foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, aonde chegou sem vida, segundo a prefeitura de Santana de Parnaíba. Desde 2011, Oscar lidava com um câncer no cérebro. Passou por cirurgias para remover tumores, e por anos fez rodadas de quimioterapia. Em 2022, tomou a decisão de interromper o tratamento.

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