Réus pela morte de menina de 5 anos em Patos têm prisão substituída por medidas cautelares e serão julgados apenas em 2027

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A Justiça redesignou para o dia 16 de fevereiro de 2027, às 8h30, a sessão do Tribunal do Júri da Comarca de Patos que julgará Ian da Silva Emiliano, Janailson Carvalho Leite e Ryan Nóbrega Dias, acusados de envolvimento na morte da menina Ayla Evelly Félix dos Santos, de 5 anos, e na tentativa de homicídio contra um adolescente de 17 anos. A decisão foi assinada no último dia 5 de agosto de 2026.

Foto: reprodução
Ayla Evelly Félix dos Santos

Os três réus foram pronunciados pelos crimes de homicídio qualificado consumado, homicídio qualificado tentado, receptação, associação criminosa e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. A decisão de pronúncia havia sido proferida em agosto de 2025 e posteriormente mantida pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).

O crime ocorreu em 29 de outubro de 2024, por volta das 21h30, na Rua Renan Aires, no bairro Monte Castelo, em Patos. Na ocasião, Ayla Evelly foi atingida por disparos de arma de fogo e morreu. O adolescente também foi baleado, mas sobreviveu.

Prisões preventivas são substituídas por medidas cautelares

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Ian, Janailson e Ryan estavam presos preventivamente desde novembro de 2024. Com a nova data do julgamento, a Justiça considerou que eles completariam mais de dois anos e três meses de custódia cautelar antes de serem submetidos ao Conselho de Sentença.

Na decisão, o magistrado destacou que a instrução processual já foi encerrada, a pronúncia foi mantida após recurso e o processo aguarda apenas a realização do julgamento pelo Tribunal do Júri. Diante disso, entendeu que a prisão preventiva deveria ser reavaliada e que medidas menos restritivas seriam suficientes para garantir o andamento do processo.

Com a decisão, foram expedidos alvarás de soltura, caso os acusados não estejam presos por outro motivo.

Entre as medidas impostas estão o comparecimento aos atos processuais, proibição de deixar a comarca por mais de oito dias sem autorização judicial, proibição de contato com a vítima sobrevivente, familiares dela e testemunhas, além de recolhimento domiciliar das 20h às 6h e monitoramento eletrônico por tornozeleira.

O descumprimento das condições poderá resultar no restabelecimento da prisão preventiva.

Júri de 2027

A sessão será realizada presencialmente no Fórum da Comarca de Patos, com os três réus sendo submetidos conjuntamente ao julgamento pelo Conselho de Sentença.

A Justiça também determinou a adoção de providências para a preparação do júri, como o sorteio e a publicação da lista de jurados, a intimação pessoal dos acusados e a juntada de documentos e provas ainda pendentes, entre eles o laudo complementar referente ao adolescente e mídias de câmeras de segurança.

Mandante já foi condenado

O processo também envolve Matheus Soares de Almeida, apontado pela acusação como mandante do crime. Ele foi julgado pelo Tribunal do Júri de Patos em 12 de fevereiro de 2026 e condenado a 31 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de homicídio qualificado consumado e homicídio qualificado tentado.

Segundo a sentença, Matheus foi reconhecido como mandante do assassinato de Ayla e da tentativa de homicídio contra o adolecente. Durante o julgamento, os jurados reconheceram a autoria, a materialidade e as qualificadoras apontadas pela acusação.

O julgamento dos demais acusados havia sido anteriormente adiado em razão de mudanças na escala de substituição de magistrados e da necessidade de reorganização da pauta do Tribunal do Júri.

Por Patos Online

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