‘Flávio Bolsonaro não reúne condições morais para ser candidato’, afirma Estadão em editorial

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao chegar para evento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) - Adriano Machado -12.mai.26/Reuters

por Diario do Centro do Mundo e Brasil 247

Em editorial publicado neste sábado (12), o jornal O Estado de S.Paulo critica o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e afirma ser “gravíssimo” o senador “concorrer à Presidência da República na condição de investigado – e sob tão sérias suspeitas”.

“Flávio Bolsonaro não reúne condições morais nem sequer para disputar cargos eletivos, quanto mais para ser chefe de Estado e de Governo”, continuou.

Na publicação, o jornal reforçou que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, repassou dezenas de milhões para ajudar no financiamento do filme Dark Horse, retrato biográfico de Jair Bolsonaro.

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“Ao que tudo indica, o financiamento do tal filme pode ter sido apenas um meio de obtenção de dinheiro sujo da rede de operações de Vorcaro para bancar uma série de gastos de figuras de proa do bolsonarismo – desde a produção do filme propriamente dita até o sustento da vida de playboy que o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, leva nos Estados Unidos”.

Estadão: Flávio Bolsonaro vive ‘falência ética’ e não está qualificado para governar

No mesmo editorial, o Estadão ainda afirmou que o candidato à Presidência “não reúne condições morais nem sequer para disputar cargos eletivos”. O texto, intitulado “Flávio é um candidato sob suspeita”, trata da investigação da Polícia Federal sobre a relação do senador com Daniel Vorcaro e o financiamento do filme “Dark Horse”. Confira trechos:

“É gravíssimo o fato de um candidato favorito, de acordo com as pesquisas de intenção de voto, concorrer à Presidência da República na condição de investigado – e sob tão sérias suspeitas. Isso só reforça que Flávio Bolsonaro não reúne condições morais nem sequer para disputar cargos eletivos, quanto mais para ser chefe de Estado e de governo. (…)

Diante dessa mixórdia entre interesse público e interesses privados, Flávio não só segue devendo explicações convincentes ao País, como chega a ser cínico ao insistir que tudo não teria passado de uma relação ‘privada’, envolvendo dinheiro ‘privado’. É uma dupla mentira. Em primeiro lugar, porque há fundadas suspeitas de que recursos de emendas ao Orçamento da União do deputado federal Mario Frias (PL-SP) tenham sido direcionados para o orçamento de “Dark Horse”, como revelou a Operação Make Up, deflagrada pela PF há poucos dias. Em segundo lugar, porque o dinheiro de Vorcaro não pode ser tratado naturalmente como recurso privado: trata-se de fruto da maior fraude financeira de que o País já teve notícia. O que Flávio trata como dinheiro ‘privado’ é o prejuízo de milhões de correntistas, investidores, servidores públicos e aposentados, o maior rombo já coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos.

Se Flávio Bolsonaro considera normal financiar uma hagiografia do pai – e sabe-se lá mais o quê – com recursos de origem tão gritantemente espúria, a fragilidade jurídica da defesa é o menor de seus problemas. Está-se diante, isso sim, de sua própria falência ética. Espera-se que um candidato à Presidência da República saiba distinguir entre o certo e o errado, o público e o privado, o lícito e o ilícito. Alguém que se perde entre essas noções elementares, evidentemente, não está qualificado para governar o Brasil.” (…)

 

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