Quem é Tadeu Dantas, sócio de bet que já patrocinou Flamengo, preso em operação da PF

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Por g1 PB

Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio da empresa de apostas esportivas PixBet — Foto: Reprodução/Instagram
Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio da empresa de apostas esportivas PixBet — Foto: Reprodução/Instagram

Foi preso nesta quinta-feira (17), durante a segunda fase da Operação Arena, da Polícia Federal, o empresário Diomar Tadeu Dantas de Farias. Ele é sócio da PixBet, empresa de apostas esportivas com sede em Campina Grande, no Agreste da Paraíba, e tem ligação com negócios no ramo esportivo e das vaquejadas no estado.

Tadeu é primo de Ernildo Júnior, proprietário da PixBet. Natural de Serra Branca, no Cariri da Paraíba, Tadeu também atua no ramo das vaquejadas.

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Na primeira fase da Operação Arena, em agosto, Ernildo foi abordado por agentes da Polícia Federal em Campina Grande. Na ocasião, o carro e o celular dele foram apreendidos durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.

A PixBet é investigada pela Polícia Federal por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Na primeira fase da operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cinco estados, incluindo a Paraíba.

Os times patrocinados pela PisBet não possuem relação com as investigações da PF.

Empresa de apostas que já patrocinou Flamengo e Corinthians e é investigada pela PF

A empresa de apostas esportivas tem sede em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. Na internet, a plataforma oficial da PixBet define a empresa como “um site de jogos online que foi criado por um grupo de profissionais de iGaming”. Os clientes conseguem, através da plataforma, fazer apostas esportivas e usar um cassino online “com saque rápido via Pix”.

A empresa já patrocinou times como o Flamengo, com quem teve o contrato rescindido em agosto de 2025, após o clube manifestar insatisfação por atrasos no pagamento das parcelas da operadora. A previsão de repasse era de R$ 125 milhões por temporada.

O Corinthians também foi patrocinado pela PixBet e encerrou o vínculo com a marca em 2024. Depois do rompimento, a empresa cobrou uma multa de R$ 20 milhões ao clube, alegando que o contrato previa exclusividade no segmento de apostas esportivas.

Na Paraíba, a PixBet possui um time de futebol, o Serra Branca Esporte Clube. O time tem centro de treinamento localizado em Campina Grande e está construindo um estádio na cidade de Serra Branca. O clube chegou a disputar a Série D do Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil este ano.

A PixBet possui ainda a Arena Vaquejada PixBet, localizada em Gurinhém, às margens da BR-230. A área possui cerca de 600 hectares e recebe frequentemente vaquejadas e shows de artistas de renome nacional. Em 2025, o prêmio da vaquejada principal promovida no local ultrapassou R$ 1,4 milhão.

Em julho deste ano, a Justiça da Paraíba determinou a suspensão de todas as plataformas de apostas on-line da PixBet em território nacional, em caráter liminar, por considerar que os mecanismos atuais não impedem o acesso de menores de idade.

Operação Arena

A Operação Arena foi deflagrada pela Polícia Federal, Ministério Público da Paraíba (MPPB) e Receita Federal em agosto deste ano para investigar um grupo suspeito de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio de apostas esportivas.

Na primeira fase, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão na Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. A Justiça também determinou medidas de quebra de sigilo bancário e telemático e o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens.

Segundo a Polícia Federal, recursos provenientes das apostas eram enviados para uma empresa de fachada registrada em Curaçao. O dinheiro depois retornava ao Brasil como pagamento por serviços que, segundo a investigação, não haviam sido realizados.

Ainda de acordo com a investigação, a empresa emitia notas fiscais por serviços que não teriam sido realizados. Com isso, o dinheiro retornava ao Brasil como pagamento por supostos serviços contratados no exterior, aparentando ter origem legal.

Na Paraíba, a sede da Pixbet, em Campina Grande, foi alvo da operação. A empresa é investigada no caso.

A primeira fase também teve como alvo o advogado Nelson Wilians, em São Paulo. A defesa dele afirmou que a relação entre o escritório e a Pixbet era estritamente profissional e decorrente da prestação de serviços de advocacia.

A defesa da Pixbet afirmou, na época, que não havia tido acesso à decisão que autorizou a operação e que foi pega de surpresa. A empresa disse que se manifestaria após analisar o documento.

Tadeu foi preso na segunda fase da Operação

A segunda fase da Operação Arena foi deflagrada nesta quinta-feira (17). Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, além de medidas de sequestro de bens.

Diomar Tadeu Dantas de Farias foi preso durante a operação. Segundo informações confirmadas à TV Paraíba pela Polícia Federal, ele foi localizado em Jacumã, no Litoral Sul da Paraíba.

O mandado de prisão contra Tadeu foi expedido para ser cumprido em Campina Grande, mas ele foi encontrado em Jacumã. Após ser preso, ele foi encaminhado para Campina Grande.

O g1 entrou em contato com a defesa de Diomar Tadeu e, até a última atualização desta reportagem, não havia obtido retorno.

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