Presidente do PL admite tentativa de golpe no fim do governo Bolsonaro: ‘Não deram’

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Presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto — Foto: Beto Barata/PL/Divulgação

por UOL

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, admitiu nesta quarta-feira (7) que houve discussão para uma tentativa de golpe no fim do governo Jair Bolsonaro (PL), em 2022.

O que Valdemar disse

“Discutiram de dar o golpe, mas não deram o golpe. E daí?”, questionou Valdemar. A fala aconteceu em entrevista ao programa Timeline, da rádio Gaúcha.

Questionado se o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) não poderia fazer o mesmo, Valdemar se irritou. “Sei lá. Pode haver planejamento. Não existe isso. Isso deu certo? Olha o Bolsonaro o que está pagando? Você acha que alguém quer fazer isso? Nunca. Jamais.”

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Se eleito, Flávio dará anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) logo no primeiro dia, segundo Valdemar. Para ele, Bolsonaro não deveria estar preso pela tentativa de golpe. Ex-presidente cumpre prisão domiciliar e foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses por envolvimento na tentativa de golpe de Estado em 2022.

Valdemar projeta presidência do Senado

PL elegeu 28 senadores, e Valdemar afirmou que pode haver acordo para Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) se revezarem no comando do Senado sem se reelegerem. Em nenhum momento da resposta, o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), foi citado.

Valdemar afirmou que o Supremo deveria resolver os problemas “dentro do Supremo”, sem precisar passar pelo Senado. “Se alguém fez alguma coisa errada lá, tem que pagar. Isso vai ser uma discussão no Senado que vamos precisar esperar a posse [para fazer]”, disse.

‘Gente como a gente’, diz Valdemar sobre público LGBTQIA+

Após ataques de Lucas Pavanato e Eduarda Campopiano (PL-SP) ao público LGBTQIA+, Valdemar afirmou que não tem “problema” com esse público. “Temos o maior respeito por eles [LGBTs]. É gente como a gente. Vai fazer o quê? Não temos problema nenhum com essa gente”, disse. Junto a Nikolas Ferreira (PL-MG), Pavanato foi eleito deputado federal em São Paulo, com 3.038.438 votos.

Campopiano foi a deputada estadual mais votada de São Paulo em 2026. Ela recebeu 1.956.238 votos para assumir uma cadeira na Alesp. O resultado foi a segunda maior votação da história para uma candidatura à Assembleia paulista, atrás dos 2.060.786 votos obtidos por Janaina Paschoal em 2018.

A oposição ao feminismo foi uma das marcas de sua projeção política. Antes da eleição, Campopiano já construía parte de sua presença nas redes sociais com pautas conservadoras e críticas ao movimento feminista. O UOL apontou que sua campanha se posicionou de forma contrária ao feminismo e ao que ela chama de “cultura woke”.

A própria deputada eleita disse após a votação que pretende aprofundar a disputa ideológica na Alesp. Em entrevista ao UOL News, ela afirmou que sua candidatura foi “ideológica” e disse que pretende intensificar o que chama de combate cultural. “Parte do segredo é a gente realmente falar o que a gente pensa”, disse Campopiano ao explicar sua estratégia eleitoral.

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