Flávio Bolsonaro tenta derrubar canal pró-Lula de Janones, e TSE cobra esclarecimentos

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por Folhapress

Prédio curvo com fachada de vidro azul refletindo nuvens brancas sob céu claro. Três cúpulas brancas estão em primeiro plano sobre gramado verde.
Fachada da sede do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em Brasília – Luiz Roberto – 11.abr.26/Divulgação TSE

O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), determinou neste sábado (10) que o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, apresente em até 72 horas esclarecimentos sobre os pedidos feitos em uma ação contra o presidente Lula (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o deputado federal André Janones (Rede-MG).

Na ação, Flávio Bolsonaro pede a cassação do registro ou diploma da chapa formada por Lula e Alckmin, além da declaração de inelegibilidade dos responsáveis pelas supostas práticas abusivas.

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A campanha também quer que a Justiça Eleitoral suspenda o canal de WhatsApp “Exército do Lula” e o perfil @janones.apoio, no Instagram, determine a remoção de publicações consideradas irregulares, interrompa o impulsionamento de conteúdos e assegure a preservação de dados digitais.

Na decisão, o ministro apontou a necessidade de esclarecer se as medidas solicitadas já são objeto de outras ações na Justiça Eleitoral e de delimitar o alcance dos pedidos antes de analisar a concessão de medidas urgentes.

A campanha de Flávio acusa Janones de coordenar uma estrutura de disseminação de desinformação e ataques contra o candidato por meio do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que reunia cerca de 1,9 milhão de seguidores em 7 de outubro e já ultrapassa 3 milhões.

Segundo a ação, o deputado distribuía “missões” aos integrantes do canal, orientando-os a compartilhar publicações nas redes sociais e em grupos de WhatsApp. A campanha também sustenta que Janones teria utilizado recursos públicos para impulsionar conteúdos negativos contra Flávio.

Nas redes sociais, Janones afirmou que a campanha de Flávio Bolsonaro tenta derrubar o canal “Exército do Lula” no WhatsApp justamente quando o grupo se preparava para intensificar a mobilização de apoiadores no segundo turno.

Segundo o deputado, ele já havia se reunido com a equipe de Lula para definir os conteúdos que seriam divulgados e o presidente havia se comprometido a gravar novos vídeos para atrair mais participantes ao canal.

O ministro determinou que Flávio informe se medidas semelhantes já foram solicitadas em outros processos e apresente eventuais decisões sobre o tema. O candidato também deverá especificar as irregularidades atribuídas a cada publicação, identificar os anúncios que ainda estariam ativos e detalhar quais dados pretende preservar.

O ministro também deu prazo de cinco dias para que a campanha apresente os arquivos digitais originais mencionados na petição inicial, como vídeos e mensagens, que não foram incluídos no processo eletrônico. Segundo a decisão, a medida é necessária para permitir a conferência das provas e garantir o direito de defesa dos investigados.

Apesar de adiar a análise, o corregedor admitiu o processamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral e determinou a notificação de Lula, Alckmin e Janones para apresentarem defesa em cinco dias.

O ministro ressaltou, porém, que o recebimento da ação não significa reconhecimento das acusações, que ainda serão examinadas pela Justiça Eleitoral. O ministro também negou o pedido de sigilo do processo, ressalvada a possibilidade de proteção de informações específicas.

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