Moraes bloqueia até R$ 6 bi em bens de contas e empresas de Willer Tomaz, advogado ligado a Flávio Bolsonaro
por Daniela Lima, no UOL

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens disponíveis em contas e empresas registradas em nome de Willer Tomaz, advogado, amigo de Flávio Bolsonaro, investigado por suspeitas que vão de desvios no INSS a lavagem de dinheiro por meio de apostas digitais.
Uma das contas bloqueadas por decisão do ministro é a de uma empresa de Tomaz proprietária de uma bet que, até 2025, tinha Flávio Bolsonaro como associado “máster”, o que dava ao presidenciável poder para movimentar valores e fazer uma série de transações.
Flávio foi removido da conta só em meados de 2025. Até ali, apenas ele e Willer tinham autorização para movimentar os valores, como mostrou o UOL.
O ministro também determinou que bancos e instituições financeiras informem todos os autorizados a fazer transações, “inclusive os anteriores e atuais co-titulares”, em especial das firmas Alcazar Holding LTDA, Alcazar Holdings Unipessoal e Alcazar Global Holdings, empresas nas quais Flávio tinha acesso e que detêm a propriedade da bet sob investigação.
Moraes é o relator do caso, que nasceu de uma investigação do Rio Grande do Sul sobre lavagem de dinheiro por meio de sites de apostas. O ministro foi sorteado responsável pelo processo que chegou ao Supremo por mencionar Flávio, que tem foro de prerrogativa de função.
Willer deixou o Brasil no dia 21 de agosto e não há registro de que tenha retornado, o que, para o STF, amplia o risco de destruição de provas e dados que possam auxiliar a investigação.


