Jovem Pan demite 20 profissionais e corta custos após eleições por falta de publicidade

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por coluna outro canal, Folhapress

Homem de meia-idade com camisa branca de mangas compridas está em pé com os braços cruzados em um escritório moderno. Ao fundo, parede vermelha com logo metálico refletivo e porta de vidro que mostra ambiente de trabalho.
Fernando Pelegio, que deixou a Jovem Pan após seis meses – Divulgação

A Jovem Pan promoveu uma nova rodada de demissões que atingiu diferentes áreas da empresa nos últimos dias. Além do diretor Fernando Pelegio, profissionais da produção de programas de entretenimento do rádio e outros 15 nomes da equipe técnica foram desligados.

A onda de cortes ocorre em meio a um cenário financeiro delicado causado pela falta de anunciantes. Procurado por telefone na quarta (4), Roberto Araújo, presidente do grupo, diz que não há crise.

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“A Jovem Pan está fazendo uma arrumação de rota, revendo prioridades e ajustando sua estrutura para um novo momento do mercado de comunicação”, afirma o executivo.

“Estamos tomando decisões responsáveis, encerrando formatos que não apresentam a sustentabilidade econômica esperada e direcionando mais recursos e investimentos para aquilo que é o principal diferencial da Jovem Pan: o jornalismo”, concluiu.

A coluna apurou que o canal de Tutinha não consegue fechar novos contratos de publicidade desde o mês de agosto, enfrentando dificuldades para atrair anunciantes. Walter Zagari, principal executivo da área, está pressionado. Se não conseguir novos acordos neste mês, há risco de mudança na liderança da área comercial.

Nos bastidores da emissora, o motivo alegado para a estagnação comercial são as eleições. O período eleitoral provocou uma forte retração no mercado de mídia e investimentos na empresa. Outras TVs também reclamam disso.

Além do desaquecimento na comercialização de comerciais, o grupo sofreu uma queda acentuada nas receitas oriundas da monetização de seus canais no YouTube. O recuo no faturamento digital pressionou a diretoria a adotar medidas drásticas de contenção de despesas.

Diante do quadro financeiro restritivo, a direção do grupo tomou a decisão de apertar o cinto e enxugar estruturas operacionais. Para 2027, investimentos serão revistos.

A sequência de demissões e a política de cortes geraram insatisfação generalizada com o clima interno. Diante da instabilidade nos bastidores, diversos profissionais da casa já iniciaram contatos no mercado para buscar realocação em veículos concorrentes.

Atualmente, a Jovem Pan é a terceira colocada entre os canais de notícias, atrás de GloboNews e CNN Brasil.

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