À PF, advogado revela o que Mauro Cid disse sobre defesa: “Essa pica é minha”

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Mauro Cid. Foto: Reprodução

Em depoimento à Polícia Federal na última terça-feira (1º/7), o advogado Eduardo Kuntz, responsável pela defesa do militar Marcelo Câmara, relatou que o também advogado Fabio Wajngarten o procurou logo após a prisão do ex-ajudante de ordem Mauro Cid informando que o tenente-coronel havia manifestado o desejo de trocar de defesa no inquérito que apura a suposta tentativa de golpe de Estado em 2022. Kuntz depôs em inquérito que investiga possível obstrução de justiça.

Marcelo Câmara, como Cid, foi da ajudância de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

De acordo com Kuntz, após ser acionado por Wajngarten, que atuava como assessor e defensor de Bolsonaro, ele acolheu o pedido e foi a Brasília logo depois da prisão de Cid. O advogado de Câmara disse que se encontrou com o ex-ajudante para falar sobre esse assunto, mas Cid teria dito “Essa pica é minha” e solicitado que Kuntz assumisse a defesa de outro militar também preso pela PF.

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“Que na cidade de Brasília se encontrou com Mauro Cid na sede da Polícia Federal, oportunidade em que teve uma conversa reservada com Mauro Cid e Fabio Wajngarten; que Mauro Cid agradeceu a presença do declarante, mas disse que ‘essa pica é minha’, pedindo e indicando que o declarante fosse auxiliar o chefe da segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro, capitão Sergio Cordeiro, também preso nessa oportunidade e dizendo que conversaria oportunamente com o declarante; que essa foi a segunda indicação de Mauro Cid para que o declarante atuasse na defesa técnica de seus amigos”, disse Kuntz à PF.

O advogado é investigado em um inquérito da PF por supostamente tentar obstruir as investigações da trama golpista, após apresentar áudios e prints de diálogos com Cid em março do ano passado.

Depoimento

O depoimento de Kuntz durou cerca de cinco horas. No âmbito do julgamento sobre a suposta trama golpista liderada por Bolsonaro, Kuntz alegou que trocou mensagens com o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens e delator do ex-presidente.

As conversas teriam ocorrido pelo Instagram por meio da conta @gabrielar702, que teria o nome da esposa de Cid.

A troca de mensagens motivou Kuntz a pedir a nulidade da delação de Mauro Cid, que nega a troca de mensagens. No entanto, ele foi convocado a depor por suposta obstrução de justiça.

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