A reforma ministerial que deverá ser promovida por Luiz Inácio Lula da Silva para acomodar o Centrão pode envolver mudanças maiores do que o inicialmente previsto, alertam auxiliares do presidente.
Um cenário estudado inclui, por exemplo, mexer no comando do Ministério da Defesa, de acordo com um ministro que tem participado das discussões.
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Esse seria um caminho para acomodar o vice-presidente Geraldo Alckmin, hoje à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
A pasta entrou na lista de possibilidades para trazer o Republicanos para dentro do governo.
Inicialmente, o Ministério do Esporte foi oferecido para o deputado Silvio Costa Filho.
Depois, o Planalto acenou à legenda com o Ministério de Ciência e Tecnologia, espaço visto pelo Republicanos com menos interesse.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio surgiu então como uma possibilidade para tentar um compromisso maior da sigla com os projetos de Lula.
A meta do Planalto é tentar selar um acordo mais amplo com o presidente do partido, o deputado Marcos Pereira. Apesar de ter dado aval para as conversas de Silvio Costa Filho, ele tem resistido a deixar a postura de oposição ao governo.
Ministros de Lula têm se dedicado a montar diversos planos de reforma considerando duas variáveis: as ponderações feitas pelos partidos do Centrão e os vetos vocalizados por Lula.
O presidente, por exemplo, barrou qualquer investida contra o Ministério da Saúde.
Ele também tem indicado predileção por manter espaços como Embratur, Correios e Caixa nas mãos de aliados mais próximos.
Isso fez com que auxiliares elaborassem um plano que incluiria dar a União Brasil e PP cargos de diretoria e vice-presidência nestes órgãos.
Esta semana é vista como decisiva, já que há retomada dos trabalhos no legislativo e Lula deve se sentar com Arthur Lira para conversar sobre a reforma.