Árbitro somali foi barrado por suspeita de ligação com terrorismo, diz funcionário do governo Trump
Árbitro somali Omar Artan é recebido com festa em Mogadíscio, capital da Somália, após ter entrada negada nos Estados Unidos - Hassan Ali Elmi/AFP
Omar Artan, o árbitro somali que estava a caminho da Copa do Mundo e foi impedido de entrar nos Estados Unidos, foi barrado por uma possível ligação com terrorismo, afirmou um funcionário do governo Trump à Fox News.
Omar Abdulkadir Artan, 34 anos, chegou ao Aeroporto Internacional de Miami em um voo vindo de Istambul no sábado (6), mas teve sua entrada no país recusada pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP).
“Após inspeção mais detalhada pela CBP, foram descobertas informações comprometedoras, incluindo associação com suspeitos de pertencerem a organizações terroristas, tornando o viajante inelegível para admissão nos Estados Unidos sob a Lei de Imigração e Nacionalidade (INA)”, dizia o comunicado, segundo reportagem da Fox News desta quarta-feira (10).
“O viajante teve sua admissão recusada e recebeu formulários de imigração que indicam a seção da lei utilizada para concluir uma remoção expedita sob o artigo 8235 da INA. O governo do presidente Trump não permitirá que nenhuma ameaça à segurança entre em nosso país —ponto final.”
Artan foi eleito Árbitro Masculino do Ano de 2025 pela Confederação Africana de Futebol e seria o primeiro árbitro somali da história a apitar uma partida em uma Copa do Mundo.
De volta à Somália, o árbitro foi recebido com festa no aeroporto em Mogadíscio, capital do país.
A Fox informou que Artan havia recebido um visto para entrar nos Estados Unidos na semana passada, citando a Embaixada da Somália no Quênia, que processou o documento.
