Arcebispo Dom Orlando Brandes fala em “dragão do ódio”

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Arcebispo dom Orlando Brandes. Foto: Bruna Prado/Getty Images

O arcebispo de Aparecida (SP), Dom Orlando Brandes, defendeu na quarta-feira (12), que os fiéis devem ter uma “identidade religiosa” ao ser questionado sobre eventual uso político-eleitoral das celebrações do Dia de Nossa Senhora Aparecida pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), sendo que ele participou da celebração em anos anteriores.

O chefe do Executivo participou da missa das 14h na Basílica, e, mais tarde, de uma oração do terço.

– Eu não posso julgar as pessoas, mas nós precisamos ter uma identidade de religiosa. Ou somos evangélicos ou somos católicos Então, nós precisamos ser fiéis à nossa identidade católica. Mas, seja qual for a intenção, [Bolsonaro] vai ser bem recebido, pois é o nosso presidente – afirmou Dom Orlando a jornalistas nesta manhã, antes da chegada do presidente.

Dom Orlando Brandes também disse que é importante distinguir a ideologia da verdade.

– Nós temos um compromisso ético com a verdade. A verdade na política, mas a política caminha muito pelos caminhos ideológicos, que são caminhos de grupos e interesses pessoais – afirmou.

Ele ainda incentivou as pessoas a votarem e disse que é preciso “acolher aquele que for eleito com o voto e o poder do povo”.

A missa solene da manhã teve a presença do ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França, e do candidato eleito para o Senado, Marcos Pontes (PL). Aparecida recebe cerca de 120 mil fiéis nas celebrações deste feriado, que retornam com mais força após dois anos de restrições motivadas pela pandemia

Mais cedo, durante a homilia, Dom Orlando pediu prioridade dos fiéis para enfrentar o “dragão do ódio e da mentira”.

*Com informações da AE

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