Bolsonaro questiona possível interesse comercial em pressão por vacinas e defende dose de reforço gratuita

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Foto: Adriano Machado/Crusoé

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro questionou nesta quinta-feira se a pressão para que as pessoas se vacinem contra a Covid-19 não seria motivada por interesses econômicos e aproveitou para defender que a terceira dose, recomendada a certos grupos, seja fornecida sem custos.

Para embasar sua afirmação, o presidente citou reportagens da mídia nacional sobre as possibilidades de lucros de farmacêuticas com a vacinação e as doses de reforço.

“Por que a pressão por vacinas? Será interesse comercial”, questionou Bolsonaro, na tradicional transmissão semanal ao vivo por redes sociais.

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“Ora, pessoal, não era suficiente uma ou duas doses? As empresas não diziam que era assim? Pois se tem a terceira dose, tem que ser de graça, ou não é? Não é direito do consumidor?”

O presidente, que desde o ano passado questiona a eficácia das vacinas e declarou não ver necessidade de tomar o imunizante contra a Covid-19, disse que não iria ser “politicamente correto” ou “brincar com a vida dos outros” e voltou a dizer que há pessoas com duas doses da vacina que contraíram a doença e faleceram.

Também voltou a defender tratamento sem eficácia comprovada contra a Covid, sem citar diretamente os nomes dos medicamentos.

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