Cabo da PM da Paraíba está desaparecido há seis meses; investigação do caso segue aberta
Por g1 PB

Seis meses após o desaparecimento do cabo José César, da Polícia Militar da Paraíba, o caso continua sem uma resposta sobre o paradeiro do policial. Ele foi visto pela última vez após sair de casa, em João Pessoa, durante a madrugada. Desde então, familiares, colegas de trabalho e a polícia tentam descobrir o que aconteceu.
De acordo com uma apuração da TV Cabo Branco, até esta quarta-feira (12), não havia uma conclusão para o inquérito. A investigação é conduzida pelo delegado Héctor Azevedo, com atuação da Delegacia de Homicídios de João Pessoa.
O policial, que trabalhava no Museu da Polícia Militar, localizado no Centro da capital, saiu de casa informando à esposa que iria trabalhar. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele deixou a residência.
Depois disso, o cabo não foi mais visto e não manteve contato com familiares.
Polícia diz que várias diligências foram realizadas
O superintendente da Polícia Civil em João Pessoa, delegado Cristiano Santana, informou nesta quarta-feira (12) que a investigação teve início após a formalização do boletim de ocorrência sobre o desaparecimento.
Segundo ele, a Delegacia de Homicídios da Capital realizou diversas diligências, solicitou perícias, coletou depoimentos e fez representações ao Poder Judiciário para auxiliar na apuração.
“Ainda há análises pendentes e, só ao final de todo o trabalho investigativo, será possível aferir o que de fato ocorreu, indicando-se, eventualmente, autorias, motivação e circunstâncias”, afirmou Cristiano Santana.
O superintendente também ressaltou que nenhuma linha de investigação foi descartada.
A expectativa da Polícia Civil é reunir todos os elementos antes de chegar a uma conclusão sobre o desaparecimento.
Celular foi encontrado
Durante a investigação, a polícia localizou o celular do Cabo César. O aparelho estava quebrado e passou a ser considerado uma possível fonte de informações para esclarecer o desaparecimento.
A expectativa era de que o telefone pudesse ser periciado e que conversas ou outros dados ajudassem a identificar os últimos passos do policial. Até o momento, porém, não foram divulgadas informações que apontem de forma conclusiva o que aconteceu com ele.
A esposa do policial, familiares e colegas de trabalho já foram ouvidos pela investigação.
Investigação em área onde policial foi visto pela última vez
Em março, durante uma coletiva de imprensa, a delegada Luísa Correia informou que a região onde o cabo foi visto pela última vez estava no foco das diligências.
Segundo a delegada, o local fica entre dois grandes conjuntos de condomínios e é considerado uma área de atuação de grupos criminosos. A investigação, por isso, não descarta a hipótese de homicídio.
“A gente tem ali dois grandes conglomerados de condomínio e uma certa guerra de grupos criminais. Ali é uma área bem complexa para homicídio”, afirmou Luísa Correia à TV Cabo Branco.
Ainda segundo a delegada, a região havia sido considerada, em 2025, uma das áreas com maior concentração de ocorrências de homicídios em João Pessoa.



