Caixa coloca apartamento de Eduardo Bolsonaro em leilão

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por Folhapress

Eduardo Bolsonaro, durante sessão da CPMI dos Atos Antidemocráticos, em Brasília – Pedro França – 25.mai.23/Agência Senado

A Caixa Econômica Federal disponibilizou para leilão um apartamento no Rio de Janeiro que era de propriedade do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro perdeu o imóvel após deixar de quitar parcelas do financiamento com o banco.

O apartamento localizado em Botafogo (zona sul) está avaliado pela Caixa em R$ 1 milhão, mas o banco disponibilizou com desconto de 36,27%, permitindo lances a partir de R$ 644 mil. O certame está aberto para lances e será encerrado no dia 20 de agosto, às 10h.

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Folha tentou contato com o ex-deputado por mensagem enviada a dois telefones que já estiveram em seu nome, mas não obteve resposta.

O leilão do apartamento de Eduardo foi revelado pelo portal Ururau e confirmado pela Folha.

O ex-deputado adquiriu o imóvel em junho de 2017 por R$ 1 milhão. Ele financiou quase 79% do valor com empréstimo da Caixa.

O registro do imóvel não indica o valor do débito com o banco. Aponta apenas que o banco solicitou a intimação de Eduardo em outubro de 2025. A propriedade do apartamento foi transferida para a Caixa em fevereiro deste ano.

Prédio residencial de aproximadamente oito andares com fachada de janelas de vidro e estrutura branca. Em frente, dois carros estão estacionados sobre calçada de pedras portuguesas. Ao lado, prédios altos de diferentes estilos arquitetônicos. Céu parcialmente nublado ao fundo.
Fachada do prédio em que fica o apartamento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro; imóvel foi colocado para leilão pela Caixa por débito em financiamento – Divulgação Caixa

A matrícula também traz o bloqueio do apartamento por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), em julho de 2025, no âmbito do processo sobre o 8 de Janeiro.

Eduardo está vivendo nos Estados Unidos desde o primeiro semestre de 2025.

Em junho deste ano, a Primeira Turma do STF condenou, por unanimidade, o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão em regime inicialmente semiaberto, pelo crime de coação no curso de processo.

Ele foi acusado de articular junto a autoridades e aliados do governo americano a adoção de sanções contra ministros do Supremo e medidas econômicas contra o Brasil como forma de pressionar a corte.

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