Corpo de idosa encontrada em casa em João Pessoa após pelo menos um ano é sepultado, na PB

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Por g1 PB

Corpo de idosa encontrada em João Pessoa é sepultado em Cuité, na Paraíba — Foto: Flávio Fernandes / TV Cabo Branco
Corpo de idosa encontrada em João Pessoa é sepultado em Cuité, na Paraíba — Foto: Flávio Fernandes / TV Cabo Branco

O corpo de Magna Flora Carvalho da Fonseca, de 78 anos, foi sepultado na noite da sexta-feira (4), em Cuité, no Curimataú da Paraíba, cidade onde ela nasceu. O enterro aconteceu no Cemitério Nossa Senhora do Carmo e foi acompanhado por amigos e familiares.

O corpo foi liberado pelo Instituto de Polícia Científica de João Pessoa na tarde da sexta-feira e levado diretamente para o cemitério. Não houve velório. Magna Flora foi enterrada no túmulo da família, onde também está sepultado o avô dela, Basílio Magno da Fonseca, que foi prefeito de Cuité.

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Magna Flora foi encontrada morta dentro de uma casa no Bairro dos Estados, em João Pessoa, em 31 de agosto. A perícia estimou que ela estava morta havia pelo menos um ano.

O corpo foi identificado pelas impressões digitais. Devido ao tempo estimado desde a morte, algumas partes já estavam esqueletizadas. A perícia não identificou sinais de violência e considerou indeterminada a causa da morte.

Quem era Magna Flora

Foto de Magna Flora aos 45 anos — Foto: Arquivo pessoal
Foto de Magna Flora aos 45 anos — Foto: Arquivo pessoal

Magna Flora tinha 78 anos, era natural de Cuité, no Agreste da Paraíba, e morava em João Pessoa desde a adolescência. Ela era surda, viúva e não tinha filhos.

Segundo uma prima de segundo grau, Ana Cláudia, Magna Flora era independente e tinha uma vida reservada. Ela recebia uma pensão do pai, que já havia morrido e era coletor fiscal.

“Era uma pessoa lúcida, esclarecida, movimentava o banco, dirigia, só não gostava de conviver com pessoas, porque foi a maneira como ela foi criada”, disse Ana Cláudia.

A familiar contou ainda que Magna Flora passou a viver sem água e energia elétrica após a morte do companheiro. Segundo ela, a idosa evitava contato com familiares e não tinha funcionários.

“Ela morava sem água e sem luz, ela se alimentava fora, juntava aquelas garrafas que ela bebia e tomava banho. Ela deveria lavar alguma roupa, mas aí ela não queria ajuda nem contato com ninguém”, afirmou.

Magna Flora tinha dois irmãos vivos, segundo a prima, mas eles não mantinham contato com a idosa. Os familiares foram responsáveis por providenciar a retirada do corpo.

Relembre o caso

A idosa encontrada em avançado estado de decomposição dentro de casa, no Bairro dos Estados, em João Pessoa, está morta há pelo menos um ano, de acordo com a perícia inicial realizada no local no dia 31 de agosto. As informações foram confirmadas pela perita, Tâmara Vaz, do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB), em entrevista para a TV Cabo Branco.

A perita também afirmou que, devido ao avançado estado de decomposição, algumas partes do corpo da idosa já estariam “esqueletizadas”, ou seja, o material do corpo já havia desaparecido, restando os ossos.

O corpo da mulher foi encontrado na sala do imóvel e, de acordo com a Polícia Militar, as informações iniciais são de que a morte possivelmente foi de causas naturais. Vizinhos também disseram à polícia que a mulher era casada e que o esposo dela já havia falecido há algum tempo.

A Polícia Militar informou ainda que os vizinhos informaram que pessoas em situação de rua teriam “violado” a casa da idosa para furtar objetos. Um exame de necropsia vai ser realizado no corpo da mulher.

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