Datafolha: Flávio tem 47%, e Lula, 42% em SP no 2º turno; MG marca empate
Montagem mostra Lula e Flávio em eventos de lançamento de campanha - Montagem
por Folhapress
Pesquisa Datafolha mostra que, no estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, o senador Flávio Bolsonaro (PL) está à frente do presidente Lula (PT) em cenário de segundo turno, com 47% das intenções de voto ante 42% do petista.
Já em Minas Gerais, Lula marca 46% no mesmo cenário de segundo turno, ante 42% do rival. Como a margem de erro para o estado é de três pontos percentuais, o cenário no estado é de empate técnico.
Os dois estados são considerados estratégicos para a eleição presidencial.
No pleito de 2022, Lula perdeu em São Paulo, alcançando 44,8% dos votos válidos, contra 55,2% do ex-presidente Jair Bolsonaro, uma diferença de 2,7 milhões de votos.
O petista, no entanto, venceu em Minas, com 50,9% dos votos válidos, ante 49,1% de Bolsonaro, uma diferença de 2,1 milhões de votos.
O Datafolha também realizou pesquisas entre eleitores do Rio de Janeiro, de Pernambuco e do Distrito Federal.
No Rio, Flávio marca 49%, enquanto Lula tem 40%. Já em Pernambuco, o cenário se inverte em favor do petista, que venceria com folga, registrando 62% das intenções de voto num eventual segundo turno, ante 29% do rival bolsonarista. Na capital federal, Flávio tem 51% das intenções, e Lula, 39%. A margem de erro nos três locais é de 3 pontos.
Os números chegam na mesma semana em que o Datafolha também mediu a disputa pelos governos estaduais —corridas que ajudam a compor o palanque dos candidatos à Presidência.
Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tenta a reeleição e apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, lidera a disputa com 45% das intenções de voto em cenário de primeiro turno, contra 27% de Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda de Lula que assumiu a missão de tentar um palanque forte para o petista no estado. Em um eventual segundo turno, Tarcísio venceria Haddad por 54% a 35%.
Em Minas Gerais, o cenário para o Executivo estadual é mais fragmentado. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), cuja trajetória nos últimos meses foi marcada por um vaivém em relação à candidatura, lidera com 32%. Em segundo lugar aparecem tecnicamente empatados Patrus Ananias (PT) e Alexandre Kalil (PDT), ambos ex-prefeitos de Belo Horizonte, com 12% cada um. A candidatura de Patrus teve intervenção direta de Lula, depois de recusas sucessivas do senador Rodrigo Pacheco (PSB).
Metodologia
São Paulo: Pesquisa Datafolha realizada presencialmente com 1.610 eleitores nos dias 18 e 19 de agosto, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os códigos SP-01806/2026 e BR-07185/2026.
Minas Gerais: Pesquisa Datafolha realizada presencialmente com 1.204 eleitores de 18 a 20 de agosto, com margem de erro de 3 pontos, sob os códigos MG-00446/2026 e BR-04396/2026. Os dois levantamentos foram contratados pela Folha e pela TV Globo.
Rio de Janeiro: Pesquisa Datafolha realizada presencialmente com pessoas de 16 anos ou mais no Estado do Rio de Janeiro entre os dias 18 e 20 de agosto de 2026; amostra de 1.204 entrevistas, com margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.
Minas Gerais: Pesquisa Datafolha realizada presencialmente com pessoas de 16 anos ou mais no Estado de Minas Gerais entre os dias 18 e 20 de agosto de 2026; amostra de 1.204 entrevistas, com margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.
Pernambuco: Pesquisa Datafolha realizada presencialmente com pessoas de 16 anos ou mais no Estado de Pernambuco entre os dias 18 e 20 de agosto de 2026; amostra de 1.204 entrevistas, com margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.
Distrito Federal: Pesquisa Datafolha realizada presencialmente com pessoas de 16 anos ou mais no Distrito Federal entre os dias 18 e 21 de agosto de 2026; amostra de 910 entrevistas, com margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.


