Fila do INSS recua para 1,8 milhão de pedidos, o menor patamar em 21 meses, segundo o órgão

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Fachada do edifício-sede do INSS em São Paulo (SP); governo vai acabar com cartão consignado após novo Desenrola - Cristiane Gercina - 20.out.24/Folhapress

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou na terça-feira (30) que a fila de espera por benefícios recuou para 1,831 milhão de requerimentos em junho. Esse é o menor patamar desde setembro de 2024, quando a fila era de 1,771 milhão de pedidos.

Em fevereiro, a fila atingiu um recorde de 3,128 milhões de pedidos. Os dados foram apresentados na reunião do Conselho Nacional de Previdência Social.

Há cerca de duas semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que o INSS tem a meta de zerar a fila de espera para a concessão de benefícios até setembro deste ano. Essa foi uma promessa de Lula ao tomar posse em 2023.

O Ministério da Previdência considera que a meta de “zerar a fila” do INSS significa acabar com o estoque de requerimentos com mais de 45 dias.

Dos 1,8 milhão de pedidos à espera de um retorno em junho, 555 mil estão sem resposta há mais de 45 dias.

Portanto, para o governo, essa é a quantidade que precisa ser zerada para que o governo cumpra a promessa.

O governo trocou a chefia do INSS em abril. No lugar de Gilberto Waller, que foi demitido, assumiu o posto a servidora de carreira do órgão Ana Cristina Viana Silveira.

Medidas do INSS

O órgão listou algumas ações adotadas para reduzir a fila.

Entre as medidas, estão:

  • priorização do programa de gerenciamento de benefícios
  • esforço para análise de pedidos de salário maternidade
  • criação de grupos de trabalho
  • ampliação da oferta de vagas de avaliação social
  • ampliação de mutirões
  • nomeação de 300 analistas de seguro social

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