Flávio encontra empresários em São Paulo e diz ser ‘Bolsonaro moderado’

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixa superintendência da Polícia Federal em Brasília após visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso no local - Diego Herculano - 16.dez.25/Reuters

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu pela segunda vez com empresários paulistas na quarta-feira (17), em busca de apoio para sua candidatura à Presidência, e disse que era “o Bolsonaro moderado”, com chances de vencer.

“Foi mais uma conversa para mostrar que, a cada dia que passa, é uma candidatura mais forte, mais viável e que será vitoriosa. Acalmar todos aqui com relação a essa torcida de parte de alguns de querer causar animosidade entre Bolsonaro, Tarcísio e outros partidos como União Brasil, Progressistas, PSD e Republicanos”, disse o senador após o encontro.

“Sempre pediram um Bolsonaro mais moderado e eu sempre fui assim, eu sou esse Bolsonaro mais moderado, equilibrado, centrado, e eu espero que isso reflita inclusive na confiança da população que nós vamos apresentar o melhor projeto para o Brasil.”

O almoço foi na casa do empresário Gabriel Rocha Kanner, sobrinho do empresário Flávio Rocha, dono da Riachuelo, nos Jardins, zona sul da capital. O encontro estava marcado para às 12h de quarta (17), mas Flávio chegou por volta das 15h10, vindo de Brasília, e era aguardado por cerca de 40 empresários —parte deles foi embora antes de ele chegar, devido ao atraso.

Na semana passada, após o anúncio de sua pré-candidatura, Flávio se reuniu com empresários paulistanos e investidores da Faria Lima em um almoço no banco suíço de investimento UBS. O mercado reagiu mal à indicação.

“Sou da política, sei como funciona o jogo do poder em Brasília. Então, aqui, foi mais uma conversa muito positiva, com formadores de opinião, com as pessoas que movem esse país, que geram emprego”, afirmou.

Segundo alguns dos presentes, foi perguntado ao senador se ele pretendia “Bukelizar” o país, em referência ao presidente de El Salvador, Nayanna Bukele, que tem uma política de encarceramento em massa. Flávio negou, mas ressaltando que será uma agenda linha-dura na segurança.

“Falamos mais um pouquinho sobre segurança pública. Fui bem claro com eles aqui que eu vou ser radical, sim, na pauta da segurança pública e vou ter as melhores pessoas ao meu lado no campo econômico, que vão ter autonomia para fazer o que precisa ser feito para modernizar o nosso país”, disse.

Ele prometeu ainda estar com técnicos de renome ao seu lado, ainda falando sobre o cenário econômico – o ex-ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, estava no almoço.

O pré-candidato não falou de privatizações ou algum projeto econômico mais concreto, mas fez críticas à condução da economia feita pelo governo Lula (PT) e ressaltou a necessidade de ajustes.

O empresário Marcelo Abrão, que falou com jornalistas na saída, contou que o senador disse ser “o Bolsonaro que todo mundo quer”, destacando que Flávio teria um perfil menos agressivo do que o pai.

Outro presente que conversou com os jornalistas na saída, Samir Astassie, afirmou que o senador buscou deixar claro que sua candidatura é para valer.

Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada na última terça-feira (16), Flávio poderia tirar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de eventual segundo turno das eleições de 2026. No cenário de primeiro turno que inclui o congressista e o chefe do Executivo paulista, Flávio tem 23%, e Tarcísio, 10%, enquanto o presidente Lula (PT) fica com 41%.

No segundo turno, Lula marca 10 pontos de vantagem sobre ambos. O petista aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o filho do ex-presidente registra 36%. Em confronto com o governador, Lula venceria com 45% ante 35% de Tarcísio.

Essa foi a primeira pesquisa realizada pela Genial/Quaest após o senador ser anunciado como candidato do pai para concorrer à Presidência.

O levantamento foi feito de 11 a 14 de dezembro. Foram 2.004 entrevistas presenciais com brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

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