Governo avalia manter salário de assessores presos de Bolsonaro

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Jair Bolsonaro e Max Guilherme. Foto: Reprodução

Por Gustavo Uribe

O governo federal avalia manter o pagamento de remuneração mensal a dois integrantes da equipe do ex-presidente Jair Bolsonaro que foram presos na semana passada em operação da Polícia Federal sobre esquema de fraude em registro de vacinas.

Os ex-assessores do gabinete presidencial Sérgio Cordeiro e Max Guilherme foram presos de forma preventiva. Eles fazem parte da equipe de oito auxiliares, pagos pelo poder público, que acompanham Jair Bolsonaro fora da Presidência da República.

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Segundo dados do portal da Transparência Pública, a remuneração mensal bruta paga a Sérgio Cordeiro é de R$ 13,6 mil. Já a de Max Guilherme chega a R$ 6,2 mil. Ao todo, um ex-mandatário do Palácio do Planalto tem direito a oito assessores e dois veículos oficiais.

A tendência de manutenção das remunerações é baseada em decisão de 2018 do TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região). Na época, o tribunal federal decidiu pela manutenção do quadro de servidores que assessorava Luiz Inácio Lula da Silva no período em que era ex-mandatário do Palácio do Planalto e foi preso no âmbito da Operação Lava Jato.

A decisão suspendeu uma anterior, do juiz Haroldo Nader da 6ª Vara Federal de Campinas, que havia determinado a retirada imediata dos benefícios ao petista enquanto ele estava encarcerado em Curitiba, no Paraná.

Segundo auxiliares do governo, a retirada dos benefícios caberia a uma decisão de Bolsonaro, caso ele optasse por exonerar os funcionários presos e os substituísse por novos nomes.

Apesar da tendência de manutenção dos salários dos dois servidores, o Ministério Público pediu ao TCU (Tribunal de Contas da União) que suspenda o pagamento de pensão militar paga à mulher do ex-major Airton Barros, também preso pela Polícia Federal.

O pedido foi feito pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado com base também no Portal da Transparência, que aponta o pagamento de uma remuneração mensal bruta de R$ 22,8 mil a Marinalva Barros, esposa do ex-major.

O militar foi expulso por desacato e registrado pelo Exército Brasileiro como “morto ficto”, o que é previsto na legislação brasileira para que seus familiares recebam pensão.

O entendimento é de que os dependentes de um militar não podem ser punidos caso seu comportamento não condiga com a instituição.

No pedido, no entanto, o subprocurador questiona o pagamento do benefício e requer que ele seja suspenso até que o plenário do TCU tome uma decisão sobre o pagamento da pensão.

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