Governo Lula calcula base fiel de 200 deputados e mais 100 ‘em disputa’ a partir de 2027

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por coluna painel, Folhapress

Multidão numerosa vestindo vermelho ocupa praça urbana em dia ensolarado. Homem de chapéu branco e camisa vermelha fala ao microfone em primeiro plano, de costas para a câmera. Edifícios e árvores cercam o local.
O presidente Lula em ato de campanha na praça da Bandeira, em Fortaleza – Ricardo Stuckert 29.set.2026/Divulgação

O governo Lula calcula que terá uma base fiel de cerca de 200 deputados federais, e uma oposição ferrenha de tamanho equivalente na Câmara.

O restante, pouco mais de 100 parlamentares, é visto como “em disputa” nos cálculos da articulação política da gestão federal, e deverá se posicionar em votações conforme o tema.

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Esse grupo, formado sobretudo por partidos do centrão, é também o mais suscetível a pressões da opinião pública, interesses locais e liberação de emendas. Lula terá vida mais difícil após 2027 com a nova configuração do Legislativo, mas vê possibilidade de construir uma maioria para poder governar.

No Senado, a situação é mais dramática, em razão do forte crescimento de partidos de direita.

Mas também há certa esperança com a possibilidade de construir uma relação produtiva com senadores de oposição, mesmo do PL. Diversos parlamentares da legenda, afinal, têm trajetória de centro e só se filiaram ao partido por conveniência eleitoral.

A avaliação é que nomes como Efraim Moraes (PB), Reinaldo Azambuja (MS) e Domingos Sávio (MG) seriam mais abertos ao diálogo. O mesmo ocorre com senadores do União Brasil e do PP.

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