“Governo Lula pratica congelamento não declarado de preços dos combustíveis”, diz presidente da Abicom

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Foto: Vinicius Schmidt/Metrópoles

A Petrobras decidiu fazer a primeira mudança de preços de combustíveis neste ano. Subiu o preço da gasolina e do gás de cozinha, mas não alterou o do diesel. O reajuste começou a vigorar na terça-feira (9) (leia mais abaixo).

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sergio Araujo, a estatal demorou a reajustar os preços e adotou uma decisão para não impactar mais a inflação — que já vai subir um pouco por causa do aumento da gasolina.

“O governo tem praticado um congelamento não declarado de preços dos combustíveis. É o primeiro aumento da gasolina num ano de grande instabilidade no câmbio, o que já justificava um aumento não só da gasolina como do diesel, mas esse último produto tem um impacto maior na inflação”, disse Sergio Araújo.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não concorda com a afirmação e diz que a Petrobras tem autonomia para reajustar seus preços, mas hoje não segue mais a política de repasse automático de aumentos dos preços do petróleo e do câmbio para os combustíveis.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, lembra inclusive que a estatal está registrando lucros acima dos que vinham sendo verificados. “Se a política de preços fosse prejudicial para a empresa, ela não estaria registrando esses lucros”, afirma o ministro.

O presidente da Abicom destaca que a Petrobras não alterava o preço da gasolina desde outubro do ano passado, quando reduziu o preço em R$ 0,12. No caso do diesel, a última mudança foi uma queda no preço do produto em dezembro passado de R$ 0,30 para evitar impacto da volta dos tributos federais sobre o produto no início deste ano.

Sergio Araujo pontua ainda que, mesmo com o reajuste, ainda há uma defasagem de preços na gasolina e, também, no diesel. O preço da gasolina nas refinarias vai subir R$ 0,20.

O último aumento foi em agosto do ano passado. “O diesel não foi reajustado porque tem um impacto político maior, encarece o transporte público, a cesta básica, porque a maior parte dos produtos é transportada por rodovias”, disse Araujo.

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