Governo Lula vê queda no preço dos alimentos até abril

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Lula. Foto: Ricardo Stuckert

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vê tendência de queda no preço dos alimentos e espera repasse para consumidores até abril.

No caso do arroz, produto cuja produção foi fortemente atingida pelas enchentes no Rio Grande do Sul, a expectativa é que a redução no preço ocorra já nas próximas semanas.

A avaliação foi feita pelos ministros Carlos Fávaro (Agricultura) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) a jornalistas no Palácio do Planalto após reunião com Lula para tratar da alta nos preços.

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“O que determina que esse aumento ocorreu em função de questões climáticas que foram muito importantes no Brasil. Todo mundo assistiu o excesso, a alta temperatura no Centro-Oeste, as chuvas ocorridas no Sul do Brasil. Enfim, foi um aumento sazonal que a tendência agora é diminuir”, disse Teixeira.

“Quero ressaltar bem isso, porque se uma dona de casa vai no supermercado, parece que o arroz ainda não baixou. A gente espera que, se o preço ao produtor baixou 20%, a gente espera que os atacadistas comecem a baixar o preço também”, afirmou Fávaro.

Segundo o ministro da Agricultura, o preço da saca de arroz já reduziu de R$ 120 a R$ 100. “De março para abril [deve chegar redução no preço ao consumidor]. Já começou a cair. Então, na medida que o atacadista começa a repor seus estoques, comprando mais barato, é óbvio que ele forma preço mais barato e vai chegar na gôndola do supermercado”.

Dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de fevereiro mostram que a inflação da alimentação no domicílio variou 1,12%. Em janeiro, a alta havia sido de 1,81%, a maior para o primeiro mês em oito anos, desde 2016. À época, a variação dos preços havia sido de 2,89%.

Além da tendência de redução no preço dos alimentos, o governo disse ainda que terá uma estratégia específica no Plano Safra 2024-2025 para direcionar o crescimento da produção de arroz, feijão, trigo e mandioca.

“São medidas estratégicas, não só crédito, mas como também o governo lançar contratos de opções. Olha, o preço mínimo é tanto, eu lanço um contrato de opção aqui, se o preço cair abaixo, já que nós temos a Política Nacional de Garantia do Preço Mínimo como obrigatória, que usamos isso de forma estratégica”, disse Fávaro.

O presidente Lula deve ter, na próxima semana, uma confraternização com representantes de cinco setores do agronegócio: pecuária, fruticultura, celulose, algodão e café. O encontro foi solicitado pelos empresários.

“O setor de carnes ficou muito feliz com os anúncios dessa semana. Todas as carnes, bovinos, suínos e aves. Falaram para o presidente que querem fazer um churrasco, convidar pessoas para comemorar esse bom momento”, disse, sem mencionar empresários que poderiam participar.

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