Grávida perde o bebê e morre um dia após o parto; família diz que hospital foi negligente
Grávida perde o bebê e morre um dia após o parto; família diz que hospital foi negligente. Foto: Arquivo pessoal
A família da jovem grávida Diana Gonçalves, de 21 anos, que morreu no parto, acusa o Hospital Estadual da Mãe, em Mesquita, na Baixada Fluminense, de negligência. No dia 9 de dezembro, com 40 semanas de gestação, Diana começou a sentir muitas dores. Ela Foi duas vezes até o Hospital da Mãe. Segundo a família, lá foi medicada, mas os médicos orientaram que ela voltasse para casa.
Diana continuou sentindo os mesmos sintomas e voltou à unidade no dia 13 de dezembro. E, mais uma vez, voltou para casa.“Ela disse que eles mandaram aguardar, que não tinha muito o que fazer”, disse a mãe, Maria Alice. A irmã, Jéssica, contou que Diana seguia perdendo líquido.
No dia 15 de dezembro, ela enfim foi internada e preparada para o parto. Na ficha de atendimento, a prioridade foi classificada como “pouco urgente”, ou classificação verde, sem risco. O bebê morreu cerca de dez minutos após nascer.
No atestado de óbito, a causa da morte foi identificada como “asfixia, sofrimento fetal e provável sepse”.
A família diz que a demora no parto causou mecônio, que que são as primeiras fezes do bebê. “A pediatra falou para minha irmã que se tivesse sido minutos antes, a neném estava viva”, lembrou Jéssica.
Diana permaneceu internada na enfermaria do Hospital da Mãe para se recuperar, mas começou a sentir enjoo e dificuldade para respirar. No dia seguinte ao parto, foi transferida para o Hospital da Mulher, em São João de Meriti, mas não resistiu. “Há um indício mínimo de pelo menos negligência e imperícia para toda família”, afirmou o advogado Carlos Borges, que representa a família.
De acordo com o portal G1, o Hospital Estadual da Mãe disse que abriu uma sindicância imediatamente após a morte para apurar o que aconteceu, e que o procedimento ainda não foi concluído.
O hospital alega que a paciente chegou à unidade com complicações pós-parto sem sinal de sepse, mas que um dia depois apresentou falta de ar e, mesmo com todos os cuidados, não resistiu.
