ICE prende quase 50 mil em julho e bate recorde no segundo mandato de Trump

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por Folhapress

Dois agentes da polícia em coletes táticos e capacetes estão em uma área externa próxima a um prédio industrial. Um deles segura uma câmera, enquanto o outro está de costas segurando uma porta metálica. Ao fundo, três pessoas caminham perto de barreiras amarelas e uma cerca de metal curva.
Agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) caminham para fechar um portão do lado de fora do centro de detenção Delaney Hall, em Nova Jersey – Ryan Murphy – 3.ago.26/Reuters

O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) prendeu quase 50 mil pessoas em julho, o maior total mensal de detenções durante todo o segundo mandato de Donald Trump, segundo o balanço mais recente divulgado.

As 49.571 detenções em julho representam um salto de 15% em relação ao mês anterior, e um aumento de 70% ante as 29.241 de fevereiro, de acordo com os dados governamentais fornecidos pelo ICE ao Projeto de Dados sobre Deportações da Universidade da Califórnia, em Berkeley.

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O número de prisões em operações de imigração já é quase o quádruplo do que foi registrado em janeiro de 2025, quando o presidente republicano tomou posse. As detenções de imigrantes giravam em torno de 10 mil —número que inclui estrangeiros transferidos de cadeias e presídios municipais ou estaduais e entregues ao ICE para serem deportados.

À medida que Washington destinou bilhões de dólares ao setor —contratando mais de 12 mil novos agentes— e flexibilizou restrições sobre o poder de atuação do departamento de imigração, os números não pararam de crescer.

O aumento é resultado do avanço da Casa Branca em sua política de deportações em massa. Com a indignação pública nas principais cidades americanas, o ICE teve de mudar a abordagem no começo do ano, mas ainda motiva protestos.

A morte de dois cidadãos americanos durante uma operação de repressão à imigração ilegal no estado de Minnesota gerou revolta e reação de grande parte da oposição democrata. Nesse período, as detenções passaram por uma queda de cerca de 20%, mantendo-se estagnadas até junho, quando voltaram a crescer.

Além de Minnesota, Texas e Flórida figuram como responsáveis por quase 20 mil das detenções de julho, o que aponta a importância que os governos locais deram à agenda de deportação da Casa Branca. Nesses dois estados, governados por políticos republicanos, as forças policiais atuam como braços da fiscalização federal por meio de acordos de cooperação com o ICE.

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