Influenciadora fitness vira alvo de críticas após dar whey e creatina à filha de três anos

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A influenciadora fitness Carol Borba - Reprodução

por F5

Carol Borba, conhecida como influenciadora fitness, contou que costuma incluir whey protein —e até pequenas quantidades de creatina —na rotina da filha, de três anos, e afirmou que não vê problema na prática.

A declaração foi feita durante participação no Podshape, apresentado por Juju Salimeni e Diogo Basaglia. No bate-papo, Carol relatou que frequentemente prepara o suplemento para si e também para a filha —o que, segundo ela, gera reações negativas do público.

“Dou whey, dou creatina. Já pesquisei, já me informei”, afirmou.

A influenciadora explicou que o whey costuma ser misturado ao leite na mamadeira da criança, especialmente antes de dormir. Segundo ela, a filha associa o sabor a “leite com chocolate”, variando entre versões como baunilha e chocolate tradicional.

Durante a conversa, Juju Salimeni saiu em defesa da prática e comparou com outros hábitos alimentares comuns. “As pessoas criticam isso, mas não achariam estranho se fosse achocolatado”, disse.

Carol também argumentou que a introdução precoce de sabores menos açucarados teria influenciado o comportamento alimentar da filha. De acordo com ela, a filha não demonstra grande interesse por doces e costuma consumir pequenas quantidades quando tem acesso.

“Ela não é aquela criança que exagera em doce. Prova e já se satisfaz”, contou. Outro ponto que chamou atenção foi o relato sobre a creatina. Segundo a influenciadora, a filha pede o suplemento ao vê-la consumindo no dia a dia. “Ela fala: ‘Mãe, me dá um pouquinho da sua’”, disse.

As falas rapidamente repercutiram nas redes sociais, dividindo opiniões. Enquanto alguns seguidores apoiaram a ideia de uma alimentação mais controlada desde cedo, outros questionaram o uso de suplementos em crianças pequenas e levantaram preocupações sobre orientação médica.

É SEGURO DAR WHEY PARA CRIANÇA?

Segundo a especialista em saúde e nutricionista Letícia Campos, não há evidências científicas que comprovem a segurança do uso de suplementos proteicos e creatina por crianças. Além disso, o consumo precoce pode trazer riscos à saúde.

“O excesso de proteínas pode causar sobrecarga renal no organismo infantil. O aporte extra de calorias também pode favorecer o ganho de peso e até a obesidade. Sem contar que estamos falando de produtos ultraprocessados, com adição de adoçantes e corantes”, afirma.

Ela ressalta que, na maioria dos casos, não há necessidade de suplementação nessa faixa etária. “Em crianças saudáveis, com bom desenvolvimento e boa aceitação alimentar, uma alimentação equilibrada já supre todas as necessidades nutricionais”, diz. Em situações específicas, a recomendação é buscar orientação médica.

A nutricionista também chama atenção para o risco de modismos. “É importante que a família construa uma relação saudável com a comida, reduzindo a exposição a ultraprocessados e priorizando variedade e previsibilidade alimentar. Tudo deve ser orientado por profissionais de saúde e baseado em evidências.”

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