Integrante de agência de comunicação dos EUA critica decisão ‘autoritária’ de Alexandre de Moraes

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alexandre MORAES

Ministro Alexandre de Moraes, do STF Foto: Fellipe Sampaio/STF

Um dos integrantes da Federal Communications Commission (FCC) dos EUA, equivalente à Anatel, Brendan Carr criticou em postagem no X o banimento da plataforma no Brasil por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

“Moraes deixa claro que está tentando desferir um golpe mais amplo contra a liberdade de expressão e em favor de controles autoritários”, disse ele, ao analisar a decisão completa do ministro, de 51 páginas.

Carr é um dos cinco membros da FCC, agência independente que tem jurisdição sobre serviços de comunicações em geral no país.

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Ele tem um histórico de defesa da liberdade de expressão. Foi indicado em 2018 pelo ex-presidente Donald Trump para um mandato de cinco anos e reconduzido por seu sucessor, Joe Biden, para mais um período na agência, que vai até 2028.

Segundo Carr, a “censura [de Moraes] tem natureza política e ideológica e está expressamente proibida pela Constituição brasileira”.

Ele aponta que, em sua decisão, Moraes vê a liberdade de expressão como uma ameaça à democracia. “O oposto é verdadeiro. A liberdade de expressão é o controle da democracia no excesso de controle governamental. Censura é o sonho dos autoritários”, acrescenta.

Afirma ainda que o ministro repete “o roteiro requentado de rotular discurso político que vai contra sua própria ortodoxia de desinformação”, e que sua decisão é parte de um debate mais amplo no mundo. “É imperativo que a livre expressão e liberdade prevaleçam”.

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