Lira anula convocação de Anderson Torres em comissão da Câmara

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Anderson Torres. Foto: Igo Estrela/Metrópoles

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), acolheu pedido da base governista e anulou a votação de convocação do ministro da Justiça e Segurança Pública, delegado Anderson Torres, para explicar, na Comissão de Direitos Humanos e Minorias, as ações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no caso que culminou na morte de Genivaldo de Jesus Santos, em 25 de maio, na cidade de Umabaúba, Sergipe.

A pressão sobre a presença do ministro na comissão se intensificou nas últimas semanas devido ao desaparecimento do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, na Amazônia.

“Ele [Arthur Lira] acolheu uma questão de ordem feita pelo [deputado] Sóstenes e anulou a votação de convocação do ministro”, afirmou o presidente da comissão, deputado Orlando Silva (PCdoB), ao portal.

“Mas nós fizemos contato com o gabinete do ministro da Justiça, comunicamos a ele a decisão, e ele se colocou à disposição para ainda assim vir à Câmara, amanhã, às 15h. O ministro vai fazer um ato de gentileza. Ele não é mais obrigado, mas compreendeu a importância de trazer informações”, complementou.

Quando convocada, a pessoa é obrigada a comparecer. Caso falte, poderá incorrer em crime de responsabilidade.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública foi procurado para confirmar a presença de Anderson Torres na comissão, mas não se manifestou até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto.

O recurso foi apresentado pela base governista pois a direção da comissão teria indeferido questões de ordem acerca da não concessão do tempo de comunicação de liderança e da não conclusão da orientação de bancada antes do encerramento da votação. A convocação havia sido aprovada por 10 votos a sete.

 

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