Lula questiona rejeição do agronegócio e diz: “Nunca houve tanto dinheiro para a agricultura”

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por Brasil 247

O presidente Lula afirmou, durante discurso de campanha em Santa Catarina neste sábado (19), que o agronegócio deveria reconhecer os investimentos realizados pelo governo federal no setor e questionou as razões pelas quais parte dos produtores rurais mantém resistência política ao governo.

Lula dirigiu sua fala ao setor agrícola catarinense e levantou duas hipóteses para explicar a oposição política que atribuiu a setores do agronegócio. “O problema contra nós, acho que é uma questão de pele, porque eu sou nordestino e pobre. Porque se for depender de dinheiro do governo, eles deveriam se ajoelhar para mim. Nunca houve tanto dinheiro para o agro quanto agora”, destacou.

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Ao comentar sua trajetória política, Lula afirmou que não se identifica como marxista ou comunista e destacou sua origem profissional. “Você sabe que eu não sou marxista, não sou comunista, eu sou torneiro mecânico”, disse.

Na sequência, o presidente fez uma referência a Marx e Engels para explicar a relação com um aliado político. “Você sabe que o Marx, que é cara rico que acompanhava o Marx chamava Engels. Esse cara é o meu Engels”, afirmou.

Lula então relatou que decidiu lançar o Gelson Merísio (PSB) como candidato ao governo estadual com o objetivo de enfrentar politicamente o governador Jorginho Mello e dialogar com o setor do agronegócio em Santa Catarina.

“E eu coloquei ele candidato ao governador para desmascarar o seu Jorginho aqui”, declarou. Segundo o presidente, a candidatura também teria como objetivo “discutir com o agronegócio”.

Lula argumentou ainda que, sob sua avaliação, os investimentos federais destinados à agricultura deveriam aproximar o setor do governo.

“Porque se dependesse de dinheiro do governo, eles deveriam não só votar, mas se ajoelhar para mim”, declarou.

Na sequência, destacou o volume de recursos direcionados ao setor durante sua atual gestão. “Porque nunca houve tanto dinheiro para a agricultura como agora”, afirmou.

A fala ocorreu em meio à defesa de uma maior aproximação entre o governo federal e o agronegócio catarinense. Ao mencionar os investimentos públicos, Lula procurou contrastar a relação financeira do setor com o governo e a resistência política que atribuiu a parte dos produtores rurais.

O presidente também utilizou a referência a Engels para fazer uma associação bem-humorada com seu aliado político, antes de defender que ele dialogue diretamente com representantes do agronegócio e confronte as razões políticas da resistência ao governo federal.

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