Médico é preso em flagrante sob suspeita de estuprar colega

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por Folhapress

Fachada da delegacia em prédio branco
1ª Delegacia de Defesa da Mulher de São Paulo, na região central, que investiga estupro de médica; colega foi preso em flagrante – Alexandre Carvalho/A2img/Divulgação/Governo de São Paulo

Um médico de 44 anos foi preso em flagrante na sexta-feira (7) em São Paulo por suspeita de estupro de vulnerável. A vítima é uma médica de 30 anos, colega de trabalho do investigado.

Segundo o boletim de ocorrência, o crime teria ocorrido no apartamento da vítima, no Cambuci, na região central da capital paulista.

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Ela relatou aos policiais que havia combinado um almoço com o médico para comemorar a publicação de artigos de sua autoria. Ainda segundo o boletim, a pedido dela, o homem providenciou LSD (ácido lisérgico), que os dois ingeriram com bebida alcoólica.

A vítima afirma não se lembrar do que ocorreu após o almoço, tendo apenas “flashes” do colega tentando manter relação sexual com ela em seu apartamento.

Por volta das 21h, a vítima recuperou parcialmente a consciência e enviou mensagens à mãe e a uma colega de trabalho, pedindo ajuda. A médica também disse, no depoimento, ter notado que estava sem os acessórios e com roupas diferentes das que vestia no almoço.

Acionada, a Polícia Militar foi ao apartamento e encontrou a vítima parcialmente despida, em “visível estado de abalo emocional” e com “sinais de alteração psíquica ou de consciência”, segundo registro policial. O investigado estava no interior da residência, sem camisa.

A vítima foi encaminhada ao Hospital da Mulher, onde passou por atendimento médico e perícia. Segundo o boletim, ela também relatou dores na região íntima.

O caso foi registrado na 1ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher).

Médico diz não se recordar de ato sexual

Em depoimento à polícia, o médico investigado disse ter providenciado a substância a pedido da colega. Segundo ele, os dois a ingeriram depois do almoço, além de bebida alcoólica.

O suspeito afirmou que, após o consumo do LSD, a colega teria passado mal no próprio apartamento, caído no banheiro e sido levada por ele até o quarto. Disse ainda que também teve alterações de percepção e memória e que não se recorda de ter praticado ato sexual, trocado beijos ou usado violência física contra a vítima.

A polícia destacou que a admissão do médico sobre a aquisição da droga e sobre ter permanecido sozinho com a colega após o consumo foi um dos elementos que fundamentaram a prisão em flagrante.

A autoridade policial representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva (sem prazo), alegando risco à ordem pública e à instrução criminal. A medida ainda depende de decisão da Justiça.

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