Mercadante diz que houve reforço na articulação política para PEC

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Aloizio Mercadante. Foto: Rafaela Felicciano

Por Flávia Said

O coordenador dos grupos temáticos do Gabinete de Transição, Aloizio Mercadante, disse na sexta-feira (25/11) que houve reforço no trabalho de articulação política para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que garante verbas dos programas sociais a partir do ano que vem. Na quinta-feira (24/11), a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, admitiu que a equipe de transição de governo não calculou bem a dificuldade de aprovar a PEC da Transição.

Segundo Gleisi, a PEC da Transição está travada “por falta de articulação no Senado”, mas “outras saídas” podem entrar no radar. Questionado sobre o assunto nesta sexta, Mercadante respondeu que o diálogo “evoluiu bem”.

“Nós estamos trabalhando, foi reforçado o trabalho de articulação política. A articulação política no Congresso tem que fazer quem tem mandato, o Humberto [Costa, senador] é um deles. Tem que ser senadores e deputados. Eu não participo desse trabalho, mas as informações que temos tido é que evoluiu bastante o diálogo e a construção do entendimento para aprovação. Esse é o esforço, essa é a prioridade, essa é a estratégia”, afirmou Mercadante em coletiva de imprensa na sede do gabinete de transição, no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) de Brasília.

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“Sobre eventuais alternativas, eu acho que não estão postas na mesa nesse momento, todo esforço está em relação a construir uma maioria e uma urgência para aprovar no Senado e na Câmara”, completou. Uma das alternativas que é aventada, caso a PEC não seja aprovada até o final deste ano, é a edição de Medida Provisória (MP) em 1º de janeiro de 2023.

Mercadante participou de coletiva nesta sexta ao lado dos ex-ministros da Saúde e integrantes do GT da Saúde Humberto Costa (PT-PE), Arthur Chioro e José Gomes Temporão, para um balanço dos trabalhos do grupo até o momento.

GT da Defesa

Mercadante disse ainda que pode ser que definições sobre o grupo temático da Defesa podem ser apresentadas ainda nesta sexta. Esse é o único GT que ainda não teve indicação formal de integrantes.

“Nós já temos tido diálogo e conversas com ex-comandantes e várias lideranças importantes das Forças Armadas. E eu diria que de forma muito breve, talvez ainda hoje, essas informações sejam disponibilizadas pelo coordenador do grupo de transição, que é o nosso vice-presidente Geraldo Alckmin”, afirmou o coordenador dos grupos temáticos. Nesta sexta, Alckmin está em São Paulo para reuniões internas, entre elas uma com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo Mercadante, também tem sido conduzidas conversas com pesquisadores, mas a prioridade são os ex-comandantes, generais, brigadeiros e almirantes que estão ou estiveram à frente das Forças.

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