Ministério Público abre investigação para apurar morte de homem que entrou em recinto de leoa em zoológico de João Pessoa
Parque Arruda Câmara. Foto: Rafael Passos
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu uma investigação para acompanhar as medidas adotadas pela Prefeitura de João Pessoa após a morte de Gerson de Melo Machado, de 19 anos, que entrou em um recinto de uma leoa no Parque Arruda Câmara, a Bica, e foi morto pelo animal. A Notícia de Fato foi assinada pelo promotor do meio ambiente, Edmilson de Campos Leite Filho.
De acordo com o MP, a prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam-JP), foi requisitada para informar em um prazo de 15 dias medidas que estão sendo adotadas após a morte no zoológico.
Também foi oficiado para prestar informações ao órgão o próprio Parque Arruda Câmara, ao qual o MP pede que esclareça as providências que estão sendo adotadas, inclusive no que se refere ao estado de saúde da própria leoa.

Um dos pontos solicitados para que seja esclarecido pelo parque é como acontece e quais os padrões técnicos adotados para segurança aplicados ao recinto e ao manejo de fauna silvestre em cativeiro. O MP quer saber também se foram realizados exames médicos no animal, antes e depois da morte do jovem. Foi solicitado o anexo de eventuais relatórios médicos que corroborem esse acompanhamento.
Em nota, a Prefeitura de João Pessoa informou que o homem escalou rapidamente uma parede de mais de 6 metros, passou pelas grades de segurança, usou uma árvore como apoio e entrou no recinto da leoa. A prefeitura disse que já começou a apurar as circunstâncias do caso, manifestou solidariedade à família da vítima e afirmou que o espaço segue normas técnicas e de segurança.
O parque informou que a leoa, chamada de Leona, não vai ser sacrificada e está recebendo cuidados pela equipe técnica pois passou por um nível elevado de estresse.
Para o g1, a Polícia Civil informou que também conduz uma investigação, no entanto esse inquérito ainda não foi remetido para uma delegacia, ou delegado específico, mas deve ficar entre a Delegacia de Crimes contra a Pessoa (DCCPES) ou a delegacia distrital mais próxima do ocorrido.