Moraes: democracia será garantida com eleição limpa e urna eletrônica

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Alexandre de Moraes. Foto: TSE

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou, neste sábado (14/5), que a democracia no Brasil será garantida com “eleições limpas, transparentes e por urnas eletrônicas”. Moraes será o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o pleito deste ano.

O posicionamento foi feito durante sua participação no Congresso Brasileiro de Magistrados, em Salvados (BA). Na ocasião, Moraes defendeu, em seu discurso, que “quem ganhar será diplomado nos termos constitucionais” e que o Judiciário seguirá “fiscalizando e garantindo a democracia”.

A fala do ministro ocorre frente à escalada de uma nova crise envolvendo o Executivo e o Judiciário. Desta vez, a tensão entre os Poderes é motivada por questionamentos do presidente Jair Bolsonaro (PL) à eficácia e segurança do processo eleitoral, em especial no que diz respeito das urnas eletrônicas.

“Voz aos imbecis”

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Segundo Moraes, as instituições democráticas são atacadas por “milícias digitais”. “Estas produzem conteúdo falso, notícias fraudulentas. Elas têm o mesmo ou mais acesso que a mídia tradicional”, criticou, indicando que os grupos antidemocráticos atuam para deslegitimar a “mídia tradicional”.

“As plataformas e a internet deram voz aos imbecis. Hoje qualquer um se diz especialista. Ou seja, veste terno, gravata, coloca painel falso de livros no fundo do vídeo e fala desde a guerra da Ucrânia até o preço da gasolina, além de atacar o Judiciário”, disparou o ministro.

“Inacreditável”

O Congresso dos Magistrados deste ano teve início na quinta-feira (12/5). Um dos primeiros a discursar no evento, que reúne em torno de dois mil juízes, foi o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Para o senador, o Judiciário e as instituições democráticas sofrem ataques graves sem fundamento e provas. “É inimaginável pensar também que, a essa altura, nós estejamos a defender instituições, a defender o Poder Judiciário de ataques absolutamente sem fundamento algum, sem laço probatório, sem razoabilidade”, declarou.

Sem citar Bolsonaro, Pacheco defendeu que a sociedade brasileira tem a obrigação de se unir durante este período “de certa instabilidade, de ataques antidemocráticos, de arroubos que parecem popular pra um determinado grupo, mas que na verdade são atentados muito nocivos à sociedade brasileira”.

O parlamentar ainda declarou que, neste momento, o país vê imperar “o populismo, a demagogia e um certo grau de covardia”.

Pacheco também enfatizou que sempre se manifesta de forma imediata e proporcional quando algum ataque ao Judiciário é feito.

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