Mulher se passa por jornalista da ESPN e consegue ir até em final do Brasileirão

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Luana Santos: mulher falsificou crachá, se passou por jornalista da ESPN e teve acesso a grandes jogos de futebol no Brasil - Reprodução/YouTube

A Disney descobriu que uma mulher teria se passado por jornalista da ESPN e conseguiu ir, por dois anos, em grandes eventos esportivos, especialmente de futebol feminino. Trata-se de Luana Santos, influenciadora de futebol feminino.

A empresa multinacional tem a intenção de processá-la. Desde 2022, Luana conseguiu credenciamento e apoio de patrocinadores para ir em torneios como a final do Campeonato Brasileiro feminino do ano passado.

Para conseguir engajamento e alcançar seus objetivos, Luana se dizia repórter e setorista do Red Bull Bragantino na ESPN. Para dar veracidade ao seu relado com clientes, Luana criou um crachá falso de trabalho no canal esportivo.

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Várias destas fotos eram postadas em sua conta na rede social. O relato foi descoberto nesta semana, após denúncia feita à Disney, que recebeu um link de uma entrevista de Luana a um podcast.

Na entrevista ao Papo Reto Sports, Luana dizia também ter participação no planejamento de marketing do Corinthians feminino. “Eu ajudo a levar o melhor conteúdo para quem acompanha o futebol feminino do nosso Timão, além do trabalho na ESPN”, diz.

Porém, ela é estranha aos quadros de funcionários. Em resposta oficial, o Corinthians confirma que Luana jamais trabalhou no clube.

A dupla jornada também não seria permitida. Por acordo, a Disney não aceita que funcionários da ESPN tenham empregos em clubes de futebol, por configurar conflito de interesse.

Após a descoberta e notificação da Disney, Luana Santos passou a apagar suas postagens das redes sociais. Sua conta no Instagram, que tinha quase 20 mil seguidores, também foi deletada.

A CBF notou que havia algo estranho e avisou à Disney o que tinha acontecido. Foi a confederação que denunciou a situação para a empresa americana. Procurada, a CBF não se manifestou oficialmente.

A fiscalização da entrada de jornalistas em torneios de futebol é de responsabilidade das associações de imprensa estadual. Em São Paulo, a Aceesp é quem faz a filtragem. Procurado por telefone, o órgão não atendeu aos contatos.

Luana será processada pela Disney na esfera civil, além de ser denunciada por falsidade ideológica na parte criminal. Procurada oficialmente, a Disney não comentou o assunto até a última atualização da reportagem.

Luana Santos foi contatada para falar das acusações por WhatsApp e telefone desde terça (11). Uma ligação foi atendida, mas desligada rapidamente. Outros contatos não foram respondidos.

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