Novo pede cassação da chapa Lula-Alckmin por suposto abuso de poder econômico

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por Folhapress

Dois homens de idade avançada, um de cabelo ralo e óculos e outro com barba branca, inclinam-se para conversar. Ao fundo, parte da bandeira do Brasil é visível.
Alckmin e Lula durante reunião ministerial no Palácio do Planalto – Adriano Machado – 16.jul.26/Reuters

O partido Novo apresentou neste sábado (8) um pedido de investigação à Justiça Eleitoral contra a chapa formada pelo presidente Lula (PT) e o vice Geraldo Alckmin (PSB), candidatos à reeleição, em decorrência do desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval deste ano.

Os advogados do partido aguardavam apenas a oficialização da candidatura de Lula para protocolar a petição, uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE).

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Os advogados do Novo só aguardavam a oficialização da candidatura de Lula para protocolar a petição em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A legenda do presidenciável Romeu Zema afirma que houve abuso de poder político e econômico, além de uso indevido dos meios de comunicação, e pede a cassação dos registros de candidatura da chapa, com declaração de inelegibilidade por oito anos.

Na ação, os advogados alegam que a escola de samba Acadêmicos de Niterói recebeu R$ 9,6 milhões —R$ 4 milhões pagos pela Prefeitura de Niterói, e o restante oriundo da Prefeitura do Rio de Janeiro, do governo fluminense e da Embratur.

“Recursos e estrutura do Estado foram colocados a serviço da candidatura de Lula meses antes do início oficial da campanha, justamente em uma das nossas principais manifestações culturais”, afirmou o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro. “É inaceitável que fique por isso mesmo”, completou.

Na petição, os advogados sustentam que o desfile deixou de representar uma manifestação cultural espontânea e assumiu contornos explícitos de promoção eleitoral.

O Novo reforça o argumento ao lembrar que, em 2006, a escola paulistana Leandro de Itaquera homenageou o então governador Geraldo Alckmin, adversário de Lula na eleição presidencial daquele ano. À época, o PT recorreu à Justiça contra o desfile, alegando uso de dinheiro público para promover Alckmin.

Em fevereiro deste ano, o governo Lula afirmou que não destinou verba pública à Acadêmicos de Niterói e que não teve atuação na escolha ou no desenvolvimento do enredo.

A escola Acadêmicos de Niterói não conseguiu agradar com o desfile e acabou rebaixada.

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